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Prefeitura diz que clínicas entregarão colírios para glaucoma na próxima semana

Ministério cortou recursos para o tratamento da doença em 80%; município, porém, garante empregar recursos próprios para seguir com distribuição

Uma reunião realizada nesta sexta-feira (23) entre gestores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e as clínicas prestadoras do tratamento de glaucoma em Maceió definiu que os estabelecimento vão garantir atendimento aos pacientes cadastrados no programa. A decisão foi tomada após o Ministério da Saúde anunciar um corte drástico de recursos, o que levou a Defensoria Pública a intervir em prol da manutenção do serviço. A aquisição e distribuição dos colírios - que estão sob a responsabilidade das clínicas - devem ser regularizadas a partir da próxima semana.

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"Foi uma reunião onde reforçamos o papel das clínicas, bem como o da Secretaria de Saúde. As clínicas estão com recursos assegurados pelo município de Maceió e, portanto, devem seguir o atendimento dos pacientes que fazem o tratamento. Paralelamente, a secretaria traça algumas estratégias para recadastrar os pacientes, como determina o Ministério da Saúde, para que, já com o número atualizado, o governo volte a destinar o recurso para Maceió", explica o secretário municipal de Saúde José Thomaz Nonô.

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Ainda segundo Nonô, a SMS já estuda alguns meios para recadastrar os pacientes. "Estamos buscando alternativas para não gerar tumulto. Vale ressaltar que o tratamento não está suspenso. Então, por isso, ninguém precisa se desesperar", reforçou Nonô, acrescentando que, na próxima terça-feira, serão divulgados os locais para o recadastramento por ordem alfabética.

Ainda segundo a SMS, são 14 mil os pacientes cadastrados, em Maceió, no programa do SUS para portadores de glaucoma.

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Entenda

De acordo com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems/AL), atualmente, 45 mil pacientes realizam o tratamento para glaucoma no estado, sendo 27 mil somente em Maceió. O número é superior à média brasileira, fato que levou o Ministério da Saúde a promover corte orçamentário de mais de 80% das verbas, o que equivale a uma redução de mais de R$ 1 milhão no valor recebido mensalmente pelos municípios que executam a política.

O fato levou as secretarias a iniciarem um recadastramento dos pacientes. Posteriormente, elas vão reavaliar o diagnóstico de todos os casos, a fim de apurar possíveis irregularidades e readequar os serviços.

E temendo que, até que seja finalizada esta reavaliação, o tratamento seja interrompido, a Defensoria Pública convidou gestores de Alagoas para propor que, enquanto o governo federal não restabelecer o financiamento integral do programa, estado e municípios devem assumir - com recursos próprios - o custeio do diagnóstico e tratamento dos pacientes.

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