STF diz que diretor da PF negou interferência em investigação de Temer
Diretor-geral da PF diz que foi mal interpretado por declarações e que não interferiu em inquérito, relata Barroso
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou em despacho publicado nesta segunda-feira (19) que o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, negou ter interferido no inquérito que investiga o presidente Michel Temer e que foi mal interpretado por recentes declarações à imprensa.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Em entrevista à Reuters, publicada em 9 de fevereiro, Segovia afirmou que não há provas contra Temer no inquérito que apura o suposto pagamento de propina na edição, pelo presidente, de um decreto sobre o setor de portos.
Leia também
Segundo a agência, Segovia, então, indicou que a PF pedirá o arquivamento das investigações.
As declarações do diretor-geral da PF causaram intensa repercussão em Brasília, a ponto de - um dia depois de a entrevista ser publicada - Barroso, relator do inquérito, intimar Segovia a dar explicações.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
Os dois se reuniram no Supremo na tarde desta segunda para tratar do assunto. Segovia chegou à Corte pelo elevador privativo e não deu declarações à imprensa.
No despacho, Barroso afirma que o diretor-geral da PF entregou ofício no qual prestou esclarecimentos sobre as declarações. Além disso, o ministro resumiu o que teria ouvido de Segovia no encontro.
"Pessoalmente, o senhor diretor-geral afirmou-me o que brevemente resumo:
a) Que suas declarações foram distorcidas e mal interpretadas;
b) Que em momento algum pretendeu interferir no andamento do inquérito, antecipar conclusões ou induzir o arquivamento;
c) Que não teve a intenção de ameaçar com sanções o delegado encarregado, tendo também aqui sido mal interpretado;
d) Que se compromete a não fazer qualquer manifestação a respeito dos fatos objeto da apuração", diz Barroso no documento.
