Estudantes denunciam faculdade por omissão na entrega de diplomas
Graduandos do curso de Fisioterapia receberam apenas uma declaração, mas que não é aceita pelo conselho regulador
Graduandos do curso de Fisioterapia de uma faculdade particular em Maceió e Arapiraca denunciaram, nesta segunda-feira (19), que 40 alunos estão impossibilitados de exercer a profissão devido a não entrega do diploma por parte da instituição de ensino superior, cuja matriz é na Bahia.
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Segundo eles, a declaração entregue pela faculdade não é aceita pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito), que exige um diploma reconhecido junto ao Ministério da Educação (MEC).
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Alguns alunos procuraram à Gazeta de Alagoas para mostrar sua indignação diante desta situação. "Estamos sem o registro profissional e para que o Crefito libere, precisa constar no Diário Oficial da União a portaria de reconhecimento do curso de fisioterapia pelo MEC. Até agora essa portaria não existe e não sabemos o porque disso não ter acontecido", relatou Maria Cícera, 49 anos, concluinte do curso.
Cícera também afirma que a administração da faculdade não se posiciona sobre a situação e ela não sabe mais o que fazer. "Estamos reivindicando a universidade o nosso diploma. E que, se necessário, entrem com uma ação no Ministério Público Federal para que esta portaria seja publicada. Isso é obrigação deles, dever deles, e não da gente. Não é justo que eu tire do meu bolso, gastar dinheiro para entrar na justiça, quando a obrigação é da faculdade".


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Outra graduanda que afirma que está sendo prejudicada é Josuelma Lopes, 28 anos, que concluiu o curso há seis meses e está sem poder realizar o seu sonho. "Tem a questão dos nossos sonhos. Concluímos um curso e queremos atuar na profissão, neste caso, é tudo o que eu sempre sonhei e estou impedida de realizá-lo".
Enquanto a questão não é resolvida, os alunos seguem perdendo oportunidades de trabalhar na profissão. "Eu já perdi três oportunidades de emprego porque não tenho o reconhecimento profissional. Clínicas e hospitais não contratam se o não tiver diploma e o aval do Crefito", relatou Josuelma que pagou uma mensalidade de R$ 740, durante cinco anos de curso.
Segundo as alunas, a sede maceioense não pode resolver nada e que as negociações são feitas através de e-mail da ouvidoria na Bahia. "A administração da faculdade entra em contato conosco por e-mail, e disseram que marcaram uma reunião no Ministério da Educação para resolver a questão, porém, não diz data e nem quando isso vai acontecer. Na filial daqui ninguém tem resposta pra gente, a única coisa que dizem é 'vocês estão impedidos porque, infelizmente, o MEC ainda não publicou a portaria?", finalizou Maria.
Segundo Carlos Joel Pereira, mantenedor da instituição na Bahia, a universidade deu entrada no processo de adequação em 2015, mas ainda está aguardando a publicação da portaria. "O que aconteceu foi que quando compramos a faculdade, ela estava com alguns probleminhas. Dentre eles, o da antiga administração não ter dado entrada no reconhecimento do curso. Mas fizemos logo quando adquirimos, e inclusive representantes do MEC fizeram visitas nas instalações, foi aprovado, passou por todas as etapas do Conselho Regional. Estamos agora aguardando a publicação da portaria de reconhecimento", explicou.
Nestes casos, o "credenciamento" do curso sai em até dois anos, mas, de acordo com Carlos Joel, o processo já está no gabinete do ministro da educação e deve sair o quanto antes.
