Campanha da Fraternidade 2018 discute a superação da violência
Sociedade precisa ter em mente que 'uma vida sem Deus é falida', diz o monsenhor José Augusto
O vigário geral da Arquidiocese de Maceió, monsenhor José Augusto, falou, em entrevista àRádio Gazeta, na manhã desta quarta-feira (14), sobre a Campanha da Fraternidade 2018, lançada hoje, em todo o país. Por meio do tema "Fraternidade e superação da violência" e do lema "Em Cristo somos todos irmãos", o sacerdote convidou toda a sociedade alagoana a viver a campanha de forma intensa, tendo em mente que "uma vida humana sem Deus é falida".
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Para o monsenhor, o tema preocupa toda a sociedade, pois a violência envolve os agentes sociais através de experiências vividas nos mais diversos ambientes da cidade e do país. "Esta violência está muito marcada pelo fator exclusão social, e o resultado maior disso são as mortes de jovens negros e pobres da periferia", expôs.
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Em meio a isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove o Seminário Rota Vida, voltado a discutir e encontrar soluções para o combate à criminalidade que afeta o público infanto-juvenil. O evento ocorre na próxima terça (20), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no Jaraguá.
"Trata-se de um grande seminário que vai reunir representantes dos governos municipal e estadual, lideranças religiosas, professores e outros membros da sociedade civil. O evento é restrito a 1.200 pessoas, que vão debater questões voltadas à violência no estado", explicou José Augusto, acrescentando que as inscrições são online e todas as informações relativas ao evento estão no site da Arquidiocese de Maceió.


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Ainda na visão do monsenhor, nenhuma violência é fruto do acaso, mas, sim, consequência de uma ação causada pelo ser humano, que precisa despertar-se para uma atitude de maior coerência de vida. A cultura da paz precisa ser reabilitada, conforme destacou o sacerdote.

"A questão da violência não é questão de segurança apenas, mas do homem, dos valores. Estamos em uma sociedade de muito individualismo, em uma autossuficiência aguçada. A gente está sem compromisso com o comunitário, com o outro. A pessoa vai sendo objeto, não tem mais lugar privilegiado nesse horizonte. Portanto, cada dia mais, produzimos os marginalizados", lamentou Augusto.
QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Sobre a Quarta-Feira de Cinzas, José Augusto comentou que este dia se encontra profundamente ligado à Páscoa, um grande caminho para a consciência no sentido do novo. Segundo o monsenhor, o recebimento das cinzas é um recomeço de vida do fiel, que não pode esquecer o seguinte lembrete: 'Convertei-vos e credes no Evangelho'.
"É possível sermos melhores a partir de Deus, é possível encontrar solução para a violência, para os males. Uma vida humana sem Deus é falida. Por isso, a Quaresma é um tempo em que silenciamos interiormente para uma vida nova", complementou José Augusto, que, também, é pároco da Igreja Santa Teresinha, no conjunto José Tenório, na Serraria.
