Hospital Helvio Auto retoma atendimentos emergenciais, diz direção
Referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, unidade suspendeu serviço, por quase uma semana, devido à falta de medicamentos e insumos
A direção do Hospital Helvio Auto, referência em Alagoas no tratamento de doenças infectocontagiosas, emitiu uma nota à imprensa, no final da tarde desta sexta-feira (02), para informar ter retomado os atendimentos emergenciais, no período vespertino, após suspender o serviço, por quase uma semana, em razão da falta de medicamentos e insumos.
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Contudo, segundo o comunicado, o hospital - que é vinculado à Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal) - ainda mantém "algumas restrições específicas de internação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs)", mesmo após ter sanado a crise de desabastecimento.
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No período em que suspendeu o atendimento a novos pacientes, apenas aqueles que já se encontravam na unidade continuaram com seus respectivos tratamentos.
A suspensão foi anunciada no último dia 26, após reunião entre diretores do hospital e membros do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), que constatou muitos leitos desocupados devido à ausência de recursos. Foi o próprio conselho quem orientou a direção do Helvio Auto a suspender os atendimentos de urgência, em virtude da falta de material.


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No mesmo dia, dois militares do Exército deram entrada em um hospital particular de Maceió, quando poderiam ter sido encaminhados ao Helvio Auto. Um deles, que chegou a ser internado com suspeita de febre amarela, recebeu alta médica quatro dias depois, enquanto o colega de farda - que também havia retornado de uma missão no Amazonas - foi diagnóstico com malária.

Palavra do reitor
O reitor da Uncisal, Henrique de Oliveira Costa, acompanhou pessoalmente a entrega dos medicamentos, nesta sexta-feira, e ressaltou que a situação do Hélvio Auto deve ser normalizada à medida que os processos para novas aquisições sejam finalizados.
"Esses medicamentos que chegaram hoje são, basicamente, antibióticos que vieram de Belo Horizonte, de um fornecedor que ganhou o último processo de licitação. Essa ação, claro, não resolve definitivamente o problema, mas há um processo judicial que garante que a gente possa fazer compras de forma menos burocrática, para que possamos proceder um abastecimento mais eficiente", frisou.
De acordo com o reitor, uma compra emergencial vai suprir as necessidades imediatas, mas o controle de estoque e as compras por meio de licitação vão garantir que o atendimento ao público não seja prejudicado a partir de agora.
"Por um longo período, a gente ficou apagando incêndio, e isso não pode acontecer. A gente precisa criar mecanismos para evitar que essa situação não se repita. Nós iniciamos um processo emergencial e outro licitatório, e acreditamos que, a partir do meio do ano, as coisas vão acontecer naturalmente", acrescentou.
