Comerciantes reclamam dos prejuízos provocados por obra de saneamento básico
Obra na Av. Amélia Rosa está paralisada devido à morte de dois operários em uma tubulação no bairro da Ponta Verde
Os 45 funcionários de estabelecimento especializado em pratos à base de carnes têm muito pouco o que fazer. Os empregados de loja especializada em produtos veganos 'matam' o tempo vendo vídeo em rede social porque a clientela despareceu depois da interdição de trecho da Avenida Amélia Rosa, onde os negócios estão montados.
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"A gente tinha movimento em até 80 mesas, entre segunda e sexta-feira. Depois da interdição, pouco mais de 20 mesas são ocupadas. A clientela não vem porque o carro, meio de transporte de nosso consumidor, não passa em frente ao estabelecimento. O prejuízo é grande", explica Valter Teles, atual gerente do estabelecimento.
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Ele estima em até 60% a redução no fluxo de consumidores. "Imagine um estabelecimento funcionando abaixo de sua capacidade há mais de mês. O faturamento despencou. Já recorremos a empréstimo para honrar compromissos, pagar salário dos 45 funcionários. Esperamos que a obra seja concluída o quanto antes", comentou.
A "suspensão temporária" das obras de esgotamento sanitário na Avenida Amélia Rosa ocorreu por causa do acidente que vitimou dois operários, dia 27 de janeiro. Em nota oficial, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) explicou que a interrupção foi necessária para que perícia identifique as causas do acidente.


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"Estamos solidários aos familiares das vítimas, mas o governo precisa adotar providências para agilizar a obra, garantindo conclusão e reabertura da avenida", afirmou Adriana Andrade, sócia de uma loja especializada em produtos veganos. "Inaugurada há menos de dois meses, a loja está praticamente vazia", lamentou.
Em sua avaliação, tem faltado informação sobre prazo de retomada da obra, iniciada no início do ano. "Depois do lamentável acidente, ficamos sem resposta adequada", completou, preocupada com o baque no faturamento. "Tenho compromissos e salários de três colaboradores para pagar", enfatizou a empresária.
As novas datas de retomada e conclusão da obra serão informadas nesta segunda-feira. Eis o que promete a Seinfra, por meio de nota oficial segundo a qual "a empresa contratada para a sua execução aguarda as recomendações do Ministério Público do Trabalho (MPT) e a conclusão do relatório técnico da Secretaria".
"Poderiam pelo menos colocar sinalização de que o acesso está liberado pela contramão. Muitos dos clientes veem a rua interditada e não vêm à loja porque não têm informação sobre alternativa de deslocamento", diz Adriana. "Em sua maioria, nosso cliente vem de transporte próprio à churrascaria", completa Valter.
Acidente
Cícero Porto da Silva e Adeilson Batista da Silva, ambos funcionários da construtora Engemat, faleceram dentro da tubulação de esgotamento sanitário no dia 27 de janeiro. Ainda não se sabe quais foram as causas do acidente que resultou na morte dos dois operários. O fato está sendo investigado pela Polícia Civil.




