Justiça Federal nega recurso e mantém interrogatório de Lula em 20 de fevereiro
Defesa de Lula entrou com embargos para tentar adiar depoimento do ex-presidente no processo sobre a compra de caças suecos, no qual é réu
O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, negou embargos (recursos) impetrados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Luís Cláudio Lula da Silva e manteve o interrogatório de ambos no dia 20 de fevereiro.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A negativa do juiz foi dada no processo da Operação Zelotes, no qual Lula é réu, acusado de tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro, junto com o filho e os lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, que serão ouvidos no mesmo dia. A defesa de Lula afirma que ele jamais praticou ato ilícito e que é alvo de perseguição política
Leia também
Para tentar adiar o interrogatório, a defesa do ex-presidente argumentou com uma decisão judicial, segundo a qual os interrogatórios não seriam marcados até que testemunhas no exterior fossem ouvidas. Mas a Justiça informou que havia decidido suspender os interrogatórios somente até que se esgotasse o prazo de intimação das testemunhas fora do país .
A denúncia do Ministério Público Federal que deu origem ao processo é resultado de investigações sobre a compra pelo governo federal de 36 caças suecos e sobre a aprovação pelo Congresso de uma medida provisória que envolveu incentivos fiscais a montadoras.


Cabo Bebeto promete independência na Assembleia: "Pauta ruim terá meu cofronto"

Após eleger segunda cadeira do PL, Cabo Bebeto quer levar direita às câmaras municipais

Cabo Bebeto anuncia giro por Alagoas para ampliar votação de Flávio Bolsonaro

Cabo Bebeto espera que JHC anuncie apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
De acordo com o MPF, os supostos crimes teriam sido praticados entre 2013 e 2015, quando Lula, como ex-presidente, teria participado de um esquema para beneficiar empresas junto ao governo Dilma Rousseff.
Os advogados do ex-presidente chegaram a indicar mais de 80 testemunhas pra depor - o que foi interpretado pelo Ministério Público, responsável pela acusação, como forma de adiar ao máximo o julgamento.
O ex-presidente sempre negou as acusações, dizendo que jamais interferiu na aprovação de medidas provisórias ou mesmo no processo de escolha e compra dos caças pelo Brasil.
