Homens são flagrados retirando materiais de prédio no Centro de Maceió
Imóvel onde funcionava hipermercado continua sendo alvo da ação de vândalos
Um dia após a polícia constatar e prender um grupo que estava depredando um imóvel que fica na Rua Buarque de Macedo, no Centro de Maceió, onde antes funcionava o Hiper Bompreço - que encerrou as atividades em 2015 - o vandalismo continua.
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Nesta terça-feira (16), a equipe daGazeta de Alagoasflagrou dois homens retirando as placas de alumínio da estrutura do prédio. Um deles, que não quis se identificar e se dedicava a retirar placas de alumínio que ficam no entono de uma caixa de armazenamento de água, o metal custa, em média, R$ 3, o quilo.
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"Sou pai de família, mas estou desempregado. Se depender de mim, vou tirar o que posso, porque o valor do metal é bom e dá para tirar um dinheiro pelo menos para comer alguma coisa hoje", disse.
Sem segurança patrimonial a ação ficou ainda mais fácil. Um outro homem aproveitava para retirar o alumínio da estrutura do telhado. Com uma marreta e até alicate, ele não parou para conversar com a reportagem. Disse apenas que não iria desistir até juntar uns 20 quilos de metal.


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Dentro do prédio, restos de estantes metálicas se misturavam aos displays abandonados. A sujeira toma conta do ambiente que, além de estar coberto de poeira, tem fezes humanas e de pombos.
Atônitos
Enquanto a depredação ocorre no prédio, os lojistas relatam uma grande preocupação. Eles denunciaram que as mesmas pessoas que estão depredando o local, aproveitam o horário da noite, para invadir os estabelecimentos.
Sem querer se identificar, um comerciante revelou que sua loja, "por pura sorte", ainda não entrou para a estatísticas de arrombamento.
"Somos reféns dessa situação absurda. Já invadiram, à noite, praticamente, todas as lojas que ainda resistem. Estamos pagando segurança privada para ver ser diminuímos os prejuízos. Mas é revoltante pagar tantos impostos e não termos segurança", reclamou um comerciante.
Segundo ele, lojas na mesma região, não tiveram a mesma sorte. "Foram dois arrombamentos, sempre pelo telhado. As marcas da última invasão ainda estão na parede. Então reforçamos a segurança contratando uma nova empresa", revelou um dos vendedores.
Conforme revelaram os comerciantes, o "quebra-quebra" também avança pela noite, quando outros moradores de rua também se aproximam do local para consumir entorpecentes.

























