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Após caminhada, Temer diz que Meirelles 'aguenta bem o tranco da economia'

Presidente foi a pé do Palácio do Jaburu ao Alvorada na companhia de ministro da Fazenda, de Moreira Franco e Torquato Jardim

O presidente Michel Temer caminhou na manhã deste domingo (14) do Palácio do Jaburu até o Palácio da Alvorada, acompanhado dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Torquato Jardim (Justiça).

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De acordo com a assessoria da Presidência, o presidente e os ministros estão reunidos no Alvorada para discutir a pauta econômica. O subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, também participa do encontro, já que o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) está em férias.

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A reunião terminou por volta das 12h40. Temer retornou caminhando junto com os ministros para o Jaburu, exceto Meirelles.

Na saída do Alvorada, o presidente cumprimentou e posou para foto com um homem e um menino que estavam em frente ao palácio. Questionado pela imprensa se Meirelles não "aguentou o tranco" da caminhada, já que não retornou com o presidente, Temer respondeu:

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Ao G1, o ministro Moreira Franco afirmou que a reforma da Previdência foi um dos principais tópicos da reunião com o presidente. Na avaliação do ministro, a incerteza sobre aprovação da proposta prejudica a retomada da economia.

"A economia [está] respondendo às medidas econômicas, mas a política, com a nebulosidade quanto ao resultado da votação da Previdência, [está] repercutindo negativamente na manutenção dos avanços do país", disse.

Em sua conta no Twitter, Temer informou que a reunião avaliou "o cenário econômico, as medidas para reduzir a inflação, a geração de empregos, além da necessidade da reforma da Previdência".

Na última semana, a economia foi um dos principais assuntos da agenda do governo, com a decisão da agência internacional de risco Standard&Poor;'s (S&P;) de rebaixar a nota de crédito soberano do Brasil de "BB" para "BB-".

Em razão do rebaixamento divulgado na quinta (11), o rating do Brasil segue sem o selo de bom pagador, contudo, agora está três degraus abaixo do grau de investimento. Já a perspectiva para a nota mudou de negativa para estável. No sábado (13), no Rio de Janeiro, Meirelles afirmou a jornalistas que a posição da S&P; não impactará no crescimento da economia do país.

Ao justificar a decisão, a agência indicou como "uma das principais fraquezas do Brasil" o atraso na aprovação de medidas fiscais que reequilibrem as contas públicas. Neste cenário entra a reforma da Previdência.

O governo tentou votar a proposta no final de 2017 na Câmara dos Deputados, porém, sem garantia de vitória, a análise acabou adiada para fevereiro deste ano. O esforço do Planalto no momento é viabilizar os 308 votos necessários para aprovar a reforma na Câmara e enviá-la ao Senado.

O anúncio da S&P; ocorreu em um momento no qual Temer e sua equipe comemoravam o resultado da inflação oficial do Brasil, que fechou 2017 em 2,95%, abaixo do piso da meta fixada pelo governo, de 3%. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde que o regime de metas foi implantado no país, em 1999.

A inflação de 2017 foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (10). Na ocasião, Temer afirmou que inflação abaixo do piso da meta foi um "fato extraordinário", que gera aos brasileiros "mais empregos, mais comida na mesa, mais rendimento na poupança".

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