Satélite constata que veto ao CFC está ajudando a proteger a camada de ozônio
Ozônio protege contra ação dos raios ultravioleta e vinha sendo destruído pela ação humana
A agência espacial americana Nasa anunciou que, pela primeira vez, cientistas demonstraram através de observações diretas por satélite que a destruição da camada de ozônio está diminuindo devido à redução dos níveis de cloro que a provocam.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

As medições mostram que a queda dos índices de cloro, resultante de uma proibição internacional de produtos químicos com base em clorofluorocarbonetos (CFCs), causou uma diminuição de cerca de 20% da destruição de ozônio durante o último inverno antártico em comparação com o ano de 2005 -- o primeiro em que os níveis de cloro e ozônio foram medidos pelo satélite Aura, da Nasa.
Leia também
"Vemos muito claramente que o cloro dos CFCs está diminuindo no buraco da camada de ozônio, e que menos destruição de ozônio está ocorrendo por causa disso", disse a autora principal do estudo, Susan Strahan, cientista atmosférica do Centro Goddard da Nasa.
Estratosfera


Davi Davino Filho tenta colar na direita para herdar votos que seriam para Alfredo Gaspar

Cristiano Matheus explica razões que o levaram a questionar candidatura de Yale

Renan parte para o corpo a corpo em Maceió na tentativa de abrir vantagem sobre JHC

JHC aposta na vitrine de Maceió e mantém campanha de rua em modo de espera
Os CFCs são compostos químicos de longa duração que sobem para a estratosfera, onde são quebrados pela radiação ultravioleta do sol, liberando átomos de cloro que destroem as moléculas de ozônio.
O ozônio estratosférico protege a vida no planeta através da absorção de radiação ultravioleta potencialmente nociva que pode causar câncer de pele e cataratas, prejudicar o sistema imunológico e danificar as plantas.
Dois anos após a descoberta do buraco antártico na camada de ozônio, em 1985, os países assinaram o Protocolo de Montreal, que regulava os compostos que a destroem. Emendas posteriores ao protocolo eliminaram completamente a produção de CFCs.
Estudos anteriores usaram análises estatísticas de mudanças no tamanho do buraco do ozônio para demonstrar que a destruição da camada de ozônio está diminuindo, mas a pesquisa publicada agora na "Geophysical Research Letters" é a primeira a usar medidas da composição química dentro do buraco da camada de ozônio para confirmar não apenas que a decomposição do ozônio diminuiu, mas que isso é causado pela eliminação dos CFCs.
