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AL tem mais de 11 mil benefícios do Bolsa Família cancelados por inconsistências

Outros 39.482 beneficiários tiveram o benefício temporariamente bloqueado após pente-fino

O Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União (CGU) divulgaram, nesta quinta-feira (4), o resultado da auditoria realizada no ano de 2017 no Programa Bolsa Família. Em Alagoas 11.517 famílias tiveram o benefício cancelado e 39.482 benefícios foram temporariamente bloqueados por apresentarem inconsistências.

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A auditoria da CGU verificou a confiabilidade dos resultados do cruzamento das bases de dados oficiais com os valores de renda declarados pelos beneficiários no Cadastro Único, para identificar indícios de pagamentos indevidos e avaliar as providências adotadas pelo órgão frente às inconsistências.

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A assessora especial da coordenação Estadual do Programa Bolsa Família, Kaliny Keyse, explica que, caso a família não atualize os dados cadastrais, o benefício é suspenso.  "A verificação obrigatória acontece a cada dois anos com a finalidade de garantir a manutenção do benefício, proporcionando atualização na base de dados de quem usufrui do programa federal. A ideia é garantir que direitos sociais básicos cheguem à população em situação de pobreza e extrema pobreza", disse.

O secretário Fernando Pereira afirma que a Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), trabalha de forma contínua junto a todos os municípios alagoanos com o objetivo de orientar os gestores e técnicos quanto aos critérios do programa, assim como a necessidade da atualização cadastral por parte dos beneficiários.

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"O Governo de Alagoas é parceiro dos municípios, de forma que estamos sempre alertando quanto à importância da atualização dos dados para que possamos manter somente quem realmente precisa dentro do programa", afirmou o secretário.

O benefício do Programa Bolsa Família pode ser bloqueado, sem aviso prévio, para averiguação dos dados cadastrados e, caso seja encontrada alguma irregularidade, o mesmo pode ser suspenso. O cancelamento ocorre quando os órgãos de controle identificam que a família beneficiárias deixaram de cumprir as regras do Programa Bolsa Família ou quando se verifica que a família não tem o perfil exigido.

Na avaliação do secretário, a saída desses beneficiários permite que sejam inclusas no programa as famílias que aguardam na fila de espera. "Com a saída dessas famílias, serão abertas novas oportunidades, que beneficiarão a população em situação de vulnerabilidade. Essa renovação é importante e necessária para que outras famílias tenham a chance de melhorar de vida a partir desse benefício", explicou.

Além da atualização cadastral obrigatória, as famílias assistidas pelo programa devem cumprir com alguns compromissos, como ir ao posto de saúde mais próximo da residência a cada seis meses, quando se tratar de família com crianças de até 7 anos, gestantes e mulheres em período fértil (14 a 44 anos); além de garantir que crianças e adolescentes de 6 a 15 anos tenham frequência escolar de, no mínimo, 85%; e jovens de 16 e 17 anos, de, pelo menos, 75%.

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