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Após morte de peixes, IMA não acha sinais de poluição em rio de Porto de Pedras

Chuvas podem ter resultado em desequilíbrio na bacia, provocando asfixia nos animais marinhos

O Laboratório de Estudo Ambiental do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) concluiu, nesta quinta-feira (4), a análise das coletas realizadas no Rio Manguaba, após técnicos do Instituto verificarem mortandade de peixes na praia de Porto de Pedras, onde o rio deságua. Os resultados apresentados não confirmaram poluição por emissão de efluentes de indústria.

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"Foi realizada coleta em três pontos, tendo por base uma usina apontada, pela população, como causa do desequilíbrio, mas os resultados não apresentaram irregularidade no lançamento da mesma", explicou Manoel Messias, gerente do laboratório do IMA.

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Durante fiscalização realizada pela gerência de monitoramento e fiscalização, junto com a equipe do laboratório, moradores também apontaram fortes chuvas ocorrendo no dia antecedente ao episódio.

Em contato com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), a equipe confirmou o registro de chuva de aproximadamente 60 milímetros de água nos dias 23 e 24 de dezembro.

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"A água apresentou desconformidade na turbidez devido ao elevado teor do material de suspensão. A chuva alagou as margens ribeirinhas do Manguaba, o que pode ter carreado bastante sedimento das margens e suspendido outros sedimentos de fundo, causando impacto na bacia hidrográfica", explicou Manuel Messias.

Tal desequilíbrio na bacia pode gerar asfixia nos animais marinhos devido a deficiência de Oxigênio Dissolvido (OD), que de acordo com gerente do laboratório, é uma das causas da mortandade dos peixes.

Pollyana Gomes, gerente de monitoramento e fiscalização do órgão, garante que as equipes continuarão monitorando a região para identificar se há ocorrência de novos eventos similares.

"Iremos com a equipe do laboratório realizar uma nova coleta no próximo mês, e contamos com o apoio da população para nos comunicar caso verifique alguma diferença no ambiente", afirmou Pollyana Gomes.

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