Comissão formada por mulheres pede a apuração do MP a estupros coletivos
Em Alagoas, casos de estupro coletivo regista 300% a mais em três anos
A comissão alagoana da Marcha Mundial das Mulheres esteve no Ministério Público Estadual (MPE), na manhã desta quarta-feira (13) para solicitar ao Centro de Apoio Operacional da Mulher a abertura de um Inquérito Civil para apurar a situação das mulheres vítimas de estupro coletivo no estado. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados um aumento de 300% nos últimos três anos em Alagoas.
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O grupo questiona o alto índice e o constante aumento no número de casos. Com o inquérito, a iniciativa visa busca revelar informações sobre a prática dos estupros coletivos, assim como supostos atos de improbidade administrativa por conta da omissão dos gestores públicos na proteção e promoção dos Direitos Humanos das mulheres, a averiguação do devido registro das denúncias e punições, além de analisar a possibilidade de danos morais às alagoanas vítimas de estupros coletivo.
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Segundo Aline Rocha, componente da Marcha Mundial das Mulheres, em Alagoas, esta é a primeira vez que o grupo entra em contato com o núcleo de apoio as mulheres do MPE e, para as componentes, o contato tem gerado uma grande expectativa, devido o peso da solicitação.
Em quatro anos o número de casos de estupro coletivo quadruplicou passando de 11 casos em 2012 para 44 em 2016. "Acreditamos que haja mais casos do que o Ministério da Saúde notificou, pois, a sociedade não respeita a gravidade de situações de estupro, acaba que até na própria denúncia não há a especificação de ?estupro coletivo?, fora que nem sempre a vítima faz o registro, devido a discriminação e ao constrangimento", conta Aline Rocha.


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