Organização feminista pede investigações sobre estupros coletivos em Alagoas
Dados mostram que, em quatro anos, casos de violência sexual no estado quadruplicaram
A Marcha Mundial das Mulheres de Alagoas vai protocolar, na manhã desta quarta-feira (13), na sede do Ministério Público Estadual, em Maceió, uma representação para que autoridades do Centro de Apoio Operacional da Mulher instaure um Inquérito Civil para apurar a situação das mulheres vítimas de estupro coletivo em Alagoas.
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ÀGazetaweb, a participante da organização, Aline Rocha, conta que o pedido de apuração advém de dados que mostram que em quatro anos o número de casos de violência sexual no estado quadruplicaram, passando de 11 casos em 2012 para 44 em 2016.
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"Resolvemos protocolar para saber mais informações acerca do problema que vem tomando conta de Alagoas. Queremos saber como os órgãos públicos estão encaminhando os casos. Como a polícia está reprimindo esse ato abusivo nas cidades e o que a promotoria do estado tem a falar", afirma Aline.
A representação marcada para as 11h também levantará informações sobre supostas práticas de atos de improbidade administrativa por omissão dos gestores públicos responsáveis pela política de proteção das mulheres, bem como uma possível ocorrência de danos morais às alagoanas vítimas de estupros coletivos.


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"O último estupro coletivo chamou a atenção de todos. Queremos respostas do poder público para que haja uma diminuição nos números alarmantes", enfatiza.
