Bebê Lorena, que aguarda na fila de transplante, recebe coração artificial
Lorena Farias Torres, de apenas oito meses, passa por procedimento cirúrgico em hospital de São Paulo
A alagoana Lorena Farias Torres - de apenas oito meses -,que está na fila de transplante, entrou na manhã desta terça-feira (5) no Cento Cirúrgico do Hospital INCOR, em São Paulo, para receber um coração artificial e prolongar a vida, enquanto espera por um coração verdadeiro.
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O procedimento cirúrgico, denominado deBerlin Heart, deve durar entre seis a sete horas. Esta é uma alternativa que permite que a pequena Lorena resista até que apareça um doador. Conforme informado pela tia da criança, Vanessa Carla Farias da Silva, sem a reposição de um coração artificial, Lorena não suportaria com o coração dela, em razão da fraqueza por causa da Cardiopatia Congênita.
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"Estamos numa corrente de oração", expõe a tia. Ela informou que o procedimento é de alto custo e o plano de saúde de Lorena se negou a custear na última semana. Foi preciso que a família entrasse com uma liminar na justiça, que determinou o custeio imediato pelo plano no último sábado (2).
Após a cirurgia, enquanto não recebe um coração verdadeiro, reparos devem ser feitos no coração artificial para adaptá-lo ao tamanho e peso da criança.


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A família agora recorre à divulgação do caso de Lorena para sensibilizar às pessoas pela doação de órgãos.
"Estou aproveitando que esse mês foi completado 50 anos do primeiro transplante de coração no mundo para tentar divulgar a importância da doação de órgãos. Conscientizar as pessoas", diz.
A família do doador pode informar para qual hospital quer doar o órgão. O hospital entra em contato com a Central de Transplante do estado do doador. Outra opção é entrar em contato diretamente com a Associação Brasileira de Transplantes pelo site www.abto.org.br ou através do número: (11) 3145-0000.
"Por enquanto o que precisamos são de orações e divulgação. Precisamos propagar a campanha para estimular as pessoas a doarem órgãos, porque existem inúmeras outras aguardando em uma fila de transplante", expõe Vanessa, que acrescenta: "O ideal é que a doação seja em São Paulo, porque ela se encontra lá, mas isso não impede que apareça em outro estado. Aparecendo, a Central de transplante direciona", finaliza.
