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Entidades repudiam prisão de policiais militares e cobram investigação

A punição dos militares foi motivada devido a abordagem a coronel realizada na última quarta-feira, 22

Em repúdio a prisão de três militares, entidades representativas dos policiais se manifestaram através de nota divulgada neste domingo, 26, sobre a conduta adotada pelo coronel Adroaldo Freitas Goulart Filho. O comando da Polícia Militar também publicou nota sobre o assunto.

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Na última quarta-feira, 22, os militares abordaram um veículo destinado ao serviço público onde estava o oficial e na ocasião acabaram punidos, segundo eles, por terem identificado atitude suspeita na condução do carro. Na abordagem foi negada a obediência aos comandos dos policiais e na sexta-feira, 24, foi determinada suas prisões e transferências dos locais de trabalho.

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A Ordem dos Policiais do Brasil, o Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas, a Associação dos Serviços Policiais Civis de Alagoas e o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas destacaram em nota solidariedade ao tenente Antônio Edvaldo da Silva, ao sargento Alexandro de Farias Barros Santos e ao soldado Thiago Cavalcante Araújo Oliveira, militares que abordaram o veículo em que estava o coronel Adroaldo Freitas Goulart Filho e que acabaram presos por, conforme considerado, terem extrapolado as funções como agentes da Polícia Rodoviária Estadual.

Em nota, as entidades ressaltaram que os militares estavam realizando blitz no Litoral Sul do estado e que o coronel não obedeceu aos comandos legais. Além da desobediência, é frisada em nota que os militares sofreram assédio moral.

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Na última sexta-feira, 24, o coronel Nerecinor Sarmento Pereira Filho, que responde pelo comando geral da corporação, determinou prisão disciplinar de 72h aos três militares. Os policias foram presos no CFAP e também foram transferidos para outras bases. O  tenente, que era oficial de operações, foi transferido para o 10º BPM e os outros dois servidores foram transferidos para Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema, segundo atestam os representantes das entidades.

Em nota, as associações ainda afirmam que a única versão que prevaleceu, para que essas determinações sofressem êxito, foi a do coronel. Elas ainda anunciaram que será cobrado da Corregedoria da Polícia Militar e do Conselho Estadual de Segurança Pública o acompanhamento do procedimento instaurado, assim como a abertura de um procedimento adequado de investigação às acusações de crimes de peculato e de improbidade administrativa, que segundo declarações dos três militares, teria sido praticada pelo coronel Goulart, ao utilizar o veículo de uso exclusivo do serviço público de forma particular.

As imagens de reação a abordagem dos militares se espalharam pela Internet através de vídeos (confira logo abaixo da reportagem) e já estão sob a análise da Associação de Cabos e Soldados (ACS).

O comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Marcos Sampaio, também se manifestou por nota sobre o ocorrido. Ele prometeu que vai apurar as denúncias e que não compactua com desvio de conduta ou abuso de autoridade, seja de qualquer uma das partes envolvidas. Além disso, é frisado em nota que os fatos serão analisados em procedimento administrativo.

A respeito das transferências do militares, o coronel garantiu ouvir o chefe do Estado Maior Geral (EMG), que respondia pelo comando da corporação, no momento do episódio ocorrido.

Caso

Segundo relato das entidades que repudiaram o episódio, os três militares abordaram um carro de uso exclusivo do serviço público administrativo. No momento da abordagem, o veículo parou distante dos policiais e eles teriam notado uma condutora trocar de lugar com o passageiro, que disseram  seria o coronel Goulart. Além disso, tanto o oficial como a passageira estariam com vestimentas civis.

Em um dos vídeos do momento da abordagem, o coronel confessa que a mulher com quem estava no carro era sua esposa e que ela havia conduzido o veículo, devido a um possível mal-estar que ele havia sofrido. O coronel ainda fala durante o vídeo, que um dos policiais apontou uma arma para ele no momento da abordagem. Porém, o policial se defende, ao relatar que o oficial não havia se identificado e que havia acelerou o veículo, antes mesmo da identificação oficial.

A reportagem tentou contato com a Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRV) para mais detalhes do ocorrido, mas até a postagem desta matéria não foram contatados e o espaço segue aberto para posicionamento do órgão.

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