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Prefeito preso por propina é ouvido pela Polícia Civil e vai para presídio

Gestor prestou depoimento na sede do Ministério Público, no Poço, após ser flagrado recebendo dinheiro

Uma cela do Sistema Prisional de Alagoas. Este é o destino do prefeito da cidade de Campo Grande, Arnaldo Higino Lessa, preso nesta sexta-feira (24) em flagrante durante operação do Ministério Público de Alagoas (MPE/AL) quando recebia dinheiro que seria fruto de propina.

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De acordo com o MPE, logo após passar por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, o prefeito foi levado para a sede do MPE, no bairro do Poço, em Maceió. Lá, foi ouvido pelo delegado da Polícia Civil de Alagoas Felipe Caldas. O conteúdo do depoimento não foi revelado.

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O empresário responsável por repassar o dinheiro ao gestor filmou toda a ação. Ele fez delação premiada e, para que tal procedimento tenha validade, precisará ter os termos homologados pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), o que deve ser fruto de discussão nos próximos dias.

De acordo com o procurador-geral de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça, a propina seria resultado de um acordo criminoso no qual o empresário em questão emitia notas frias para a prefeitura, a fim de que, posteriormente, o Município efetuasse o pagamento de serviços que não eram executados. Ainda segundo o MPE, o esquema rendeu R$ 500 mil ao gestor público.

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De acordo com Alfredo Gaspar, a investigação que culminou com a prisão do prefeito foi iniciada há cerca de um mês. "O Ministério Público de Alagoas vem investigando a prática delituosa de gestores municipais há algum tempo. Desta feita, conseguimos realizar o flagrante e prender o prefeito recebendo propina em sua casa. O trabalho só foi possível graças à colaboração do empresário, que filmou toda a ação criminosa", revelou o procurador.

Nas imagens divulgadas pelo Ministério Público (veja abaixo), é possível observar que o empresário liga a câmera a caminho da casa do prefeito, iniciando uma conversa com o gestor logo ao chegar à residência. Na conversa, o prefeito fala sobre "papéis" e, em seguida, parte de quantia em dinheiro não revelada é entregue ao gestor. O montante, reforça o MPE, seria mais um pagamento dentre tantos que já haviam sido realizados pelo referido empresário.

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