Tribunal decide pelo retorno da ex-primeira dama Adriana Ancelmo à cadeia
Mulher do ex-governador Sérgio Cabral estava em prisão domiciliar; ela foi condenada na Lava Jato a 18 anos e três meses de prisão
A maioria da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) votou nesta quinta-feira (23) a favor do retorno da ex-primeira dama do Rio Adriana Ancelmo à cadeia. Por 3 votos a 2, a Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva, feito pelo Ministério Público Federal (MPF), e pôs fim ao benefício da prisão domiciliar. Um mandado de prisão será expedido.
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O relator Marcello Granado deu o primeiro voto a favor da volta de Adriana à prisão, seguido por Abel Gomes e Paulo Espírito Santo. Simone Schreiber e Ivan Athié votaram contra, mas a maioria já estava formada.
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Advogado de Adriana Ancelmo, Renato Moraes disse que irá recorrer da decisão no Supremo Tribunal de Justiça. "Os filhos têm direito, não ela. Por ter um filho de 12 anos, ela tem direito a prisão domiciliar", explicou.
Para a procuradora regional da República Monica de Ré, a decisão poderia ter ocorrido antes. "Os advogados protelaram esse julgamento por sete meses para que ela ficasse em casa", disse. "A família tem irmãos maiores, tem tios, governanta, que cuidam dessas crianças."


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O mesmo colegiado havia votado anteriormente pela prisão preventiva em uma unidade prisional, em abril, por 2 a 1. Como não houve unanimidade, o TRF determinou que cumprisse prisão domiciliar até o julgamento do recurso da defesa, o que ocorreu nesta quinta.
