Maternidade Santa Mônica sofre com falta de medicamentos e insumos básicos
Local é referência no atendimento para gestantes de alto risco em Alagoas; reitor da Uncisal diz que tenta solucionar problemas
A falta de medicamentos e de insumos básicos, como luvas e até gazes, ameaça comprometer o atendimento na Maternidade Escola Santa Mônica. O local é referência em assistência para gestantes de alto risco pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas tem sofrido com a falta de estrutura. A gestão da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), responsável pela unidade, diz que tenta solucionar os problemas.
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A crise de desabastecimento levou a direção a formalizar um boletim de ocorrência na Polícia Civil e buscar o auxílio do Ministério Público Estadual (MPE). Uma decisão da Justiça obrigou o governo do Estado a depositar, em caráter de urgência, recursos para a compra de insumos. No entanto, até o momento, a situação não foi contornada pelos gestores.
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De acordo com servidores da Santa Mônica, a maternidade tem atualmente algo entre 10% e 15% dos insumos necessários para o seu devido funcionamento. Faltam desde medicamentos, como anestésicos e antibióticos, até itens básicos como luvas. Os atendimentos só não pararam, segundo eles, por empenho do corpo técnico do hospital.
"A cada momento falta alguma coisa, o que compromete o emocional do profissional e a saúde do paciente", explicou o médico obstetra Roberto Leite àTV Gazeta.


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Além da falta de itens básicos, a Santa Mônica enfrenta outro problema. Por falta de profissionais, a maternidade tem 26 leitos da Unidade de Tratamento Intensivo e da Unidade de Cuidados Intermediários estão fechados. Os leitos poderiam ser utilizados para atendimento a crianças prematuras que nascem no local.

O reitor Henrique Costa se reuniu na tarde desta quarta-feira (15) com parte da equipe de gestão e afirmou que foi instalada uma sindicância para apurar o desabastecimento na Maternidade Santa Mônica. Ele confirmou que os recursos que foram liberados pelo Estado caíram na conta da Uncisal, mas pediu um tempo para a aplicação dos recursos.
"Nós estamos correndo para ver exatamente como faz para fazer a compra adequada. Com relação aos leitos, a Secretaria do Planejamento estuda uma forma para resolver isso de forma institucional e de forma legal", explicou à reportagem daTV Gazeta.
