Defesa de Guerrero pede à Fifa abertura da contraprova
Atacante viaja neste domingo para uma reunião na Federação Peruana. Advogado aguarda resultado analítico de exame para apresentar argumentos ao Comitê
Por Eric Faria e Gustavo Rotstein
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A defesa de Paolo Guerrero tomou a primeira medida para evitar uma grave punição por uso de substância proibida. Os advogados recentemente contratados por ele pediram à Fifa a abertura da amostra B, conhecida como contraprova, também recolhida após o jogo entre Argentina e Peru, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.
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- Estamos aguardando a abertura dessa contraprova e a apresentação do resultado analítico do exame. Houve uma conversa com o atleta, mas por enquanto tudo está no início. Não há mais muito o que falar nesse momento - explicou o advogado Bichara Neto, que ao lado de Marcos Motta assumiu a defesa de Guerrero. O escritório foi contratado pela OTB, empresa que gerencia a carreira do atacante peruano.
Guerrero viaja neste domingo a Lima junto de um de seus advogados. Eles se reunirão com dirigentes da Federação Peruana de Futebol e buscarão documentos que ainda não foram enviados.


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O jogador terá a oportunidade de apresentar seus argumentos ao Comitê de Disciplina da Fifa e pode até mesmo ir à Suíça. Isso, entretanto, não é ocorre em todos os casos. A defesa do atleta pode solicitar a audiência ou o painel do comitê pode fazer o pedido.
Guerrero foi suspenso por 30 dias pelo Comitê Disciplinar da Fifa. O centroavante teve um resultado analítico adverso no exame antidoping após a partida contra a Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, pelo uso de Benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína. Segundo especialistas ouvidos pelo GloboEsporte.com - que não quiseram se identificar -, a substância aparece em exames antidoping não somente por utilização da droga, mas também por ingestão de alguns chás de coca considerados medicinais. Muitos são utilizados em países como Peru e Bolívia, por causa da altitude.
