Demissão e oscilação: um turno depois, São Paulo revive pressão contra Flamengo
Derrota no primeiro turno determinou entrada no Z-4 e queda do ídolo Rogério Ceni. Tricolor recebe o Rubro-Negro no próximo domingo no Pacaembu
Fim de jogo: o Flamengo vence o São Paulo, por 2 a 0, na Ilha do Urubu, no dia 2 de julho. A derrota impõe ao Tricolor a sexta rodada seguida sem vitória e de quebra a entrada pela primeira vez na zona de rebaixamento do Brasileirão 2017.
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O dia seguinte tornou a crise ainda maior: maior ídolo da história do clube, na visão de muitos, Rogério Ceni foi demitido do cargo de técnico.
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O drama vivido pelo São Paulo no início de julho é diferente do atual. O time reencontrará o Flamengo neste domingo, às 17h, no Pacaembu, em outra situação, mas sob a mesma pressão: fugir do primeiro rebaixamento da história.
Naquela ocasião, o São Paulo acumulou nove jogos sem vencer até bater o Vasco, por 1 a 0. Seis partidas foram com Ceni, e três sob o comando de Dorival Júnior.


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Desde então, o Tricolor acumulou 14 rodadas na zona de rebaixamento em todo o Brasileirão. Dorival soma 17 partidas no comando do time: são seis vitórias, cinco empates e seis derrotas (aproveitamento de 45%).
Pressão
A maior sequência invicta de Dorival foi de quatro jogos sem perder. Ainda assim a oscilação permanece: o Tricolor não conseguiu duas vitórias seguidas com o comandante.
Nos últimos quatro jogos, por exemplo, o time venceu (Sport), perdeu (Atlético-MG), venceu (Atlético-PR) e perdeu (Fluminense).

Antes do duelo com o Flu, o Tricolor nos bastidores tratava a situação da seguinte forma: só uma catástrofe tiraria Dorival do cargo. A atuação no Maracanã, no entanto, rendeu críticas, inclusive do próprio treinador ao time. Houve também cobrança no vestiário entre os atletas.
O contrato do comandante é válido até dezembro da próxima temporada. Ele participa das conversas sobre o planejamento e tem a intenção de montar o elenco ao seu gosto com a oportunidade de dirigir a pré-temporada.
Uma das grandes dificuldades para a comissão de Dorival é trabalhar com um elenco que foi remontado durante a temporada.
Há atletas titulares, como Sidão, Militão, Hernanes, Marcos Guilherme, Petros e Arboleda que não completaram 20 partidas mesmo na segunda metade do mês de outubro.
