Funcionários de empresa onde homem morreu já tinham reclamado de insegurança
Luiz Carlos Lopes foi arremessado a 100 metros após explosão; segundo irmão, empresa demitia quem falasse sobre problemas
Funcionários da empresa onde um homem, identificado como Luiz Carlos Lopes, morreu após a explosão de um tanque de combustível na manhã desta quarta-feira (27) já tinham reclamado da falta de segurança. O irmão da vítima, Carlos Adriano, também trabalhava no local e, segundo ele, o problema era recorrente.
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"Todos os funcionários sabiam da insegurança, mas ninguém tinha coragem de falar nada, com medo de perder o emprego. Se falasse era colocado pra fora. Segurança não tinha nenhuma", conta ele, afirmando que a manutenção dos equipamentos era negligenciada. "Os tanques que eram pra ser lavados pelo menos seis vezes não eram".
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Ele afirma ainda que Luiz Carlos estava operado, mas os patrões não autorizaram que ele desse entrada no benefício do INSS. "Ele era trabalhador. Ficou doente há um mês, fez cirurgia, passei 22 dias com ele no HGE. Ele não podia trabalhar, ia entrar de beneficio e o patrão disse que não precisava, queria que ele viesse trabalhar", aponta.
Chefe do setor de Desastres Tecnológicos da Defesa Civil Estadual, o tenente Augusto Neves ressalta que as autoridades ainda procuram uma possível segunda vítima. "Estamos esperando as filmagens da câmera de segurança. Outro rapaz estava auxiliando ele e uns dizem que saiu do local, enquanto outros dizem que não".


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O órgão ainda colhe dados para saber se a empresa tem o auto de vistoria passado pelo Corpo de Bombeiros para que possa realizar o trabalho com segurança. A explosão, explica o tenente, aconteceu no tanque de combustível, envolvendo óleo cru, de acordo com a especificação trazida no veículo.
"Vimos que era petróleo. Esse funcionário estava realizando reparo no tanque, que por apresentar vapores do óleo, veio a explodir e lançou a vítima a 100 metros de distância", expõe. "Estamos fazendo levantamento para ver se ainda risco residual, por se tratar de um produto perigoso", completa.
O chefe do setor de Desastres Tecnológicos descarta o risco de novas explosões ou incêndios, já que o material já foi queimado no momento em que explodiu. O Instituto do Meio Ambiente também foi acionado para fazer um levantamento do risco de contaminação ambiental na região.
A explosão aconteceu em um trecho da Avenida Lourival Melo Mota, no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió. O fato aconteceu nas proximidades do acesso à Ufal e ao sistema prisional. Ao todo, 10 militares em duas viaturas foram mobilizados para a ocorrência. Luiz Carlos Lopes da Silva tinha 34 anos.
