Médicos do SUS em Maceió reclamam da ausência de pacientes
Sinmed atribui absenteísmo dos usuários ao longo prazo entre a marcação e a consulta
Um dos maiores problemas do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País é a dificuldade do paciente agendar consultas com médicos especialistas. Em Alagoas, as críticas ao Cora, sistema que regula esse agendamento, são inúmeras e constantes entre os usuários.
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Entretanto, o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) denuncia uma situação inusitada que ocorre nas unidades públicas de Maceió. Segundo o sindicato, muitos médicos passam horas ociosas nos consultórios à espera dos pacientes agendados, que não comparecem às unidades.
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O Sinmed atribui o absenteísmo dos pacientes às falhas na marcação de consultas pelo Cora, em funcionamento no Estado desde 2007. Essa queixa foi pauta de uma reunião recente com o secretário de Estado da Saúde Christian Teixeira. Os profissionais argumentam que o intervalo entre o dia do agendamento e o da consulta é tão longo que os pacientes esquecem e faltam ao atendimento.
A demora em fazer a consulta também agrava o problema de saúde do usuário e, na data agendada, é comum que ele esteja impossibilitado de comparecer ao consultório.


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"Muitas vezes a agenda está cheia, mas, na prática, só comparecem dois ou três pacientes", relata o presidente do Sinmed, Wellington Galvão. Segundo o médico, o "ideal é o serviço de agendamento contar com um mecanismo facilitador para lembrar ao paciente o compromisso".
O paciente, por sua vez, defende que o espaço entre marcação e consulta seja rigorosamente reduzido, inclusive nas consultas de retorno, o que evitaria o absenteísmo por esquecimento ou por agravamento do quadro de saúde.
Em nota publicada na Gazeta, edição deste final de semana, o Sinmed revela que o secretário Christian Teixeira afirmou que está "em acertos finais para acabar com as falhas no agendamento pelo Cora e que em breve nenhum médico vai ficar sem paciente".
O Sinmed não entrou em detalhes sobre qual solução será empregada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para resolver o problema e a Sesau não divulgou, até o momento, esse trabalho que estaria sendo desenvolvido.
