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Como cientistas incluíram um 'vírus' de computador em um DNA?

Ataque foi 'teórico' e desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Washington

Uma equipe de cinco pesquisadores da Universidade de Washington conseguiu incluir um "vírus" de computador em uma amostra de DNA biológico.

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Eles simplificaram ao máximo um código de ataque para que ele coubesse no DNA e fizeram ajustes para que a "tradução" do DNA para código de máquina fizesse sentido. É como se o DNA passasse a ter uma "armadilha" para um software vulnerável.

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Mas como isso foi feito?

Isso foi possível porque cada base nitrogenada do DNA - adenina (A), guanina (G), citosina (C) e timina (T) - equivale a certos "bits" no computador.

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Colocando as bases em uma ordem específica, elas podem - como quase qualquer informação processada por computador - equivaler a um programa.

Cabe ao software que processa a informação garantir que não ocorra confusão entre a memória de dados e a memória do programa.

O ataque, porém, é teórico. Nenhum software existente para o processamento e análise de DNA cai na "armadilha" preparada no DNA sintético criado pelos pesquisadores. Os bits são lidos como informação e não chegam a ser vistos pelo computador como software. Nada é executado e o computador nem percebe que havia algo diferente naquele DNA.

Mas como provar a possibilidade de ataque?

Para provar que o código oculto no DNA é mesmo capaz de atacar um computador, os especialistas alteram um software voltado ao processamento de DNA e introduziram nele uma vulnerabilidade simples e grave.

Com a falha, o software não consegue ler toda a sequência de DNA sem entrar em um estado de erro: o DNA deixa de ser lido como informação e passa a ser jogado na memória que é lida pelo processador do computador - como se fosse um programa.

Para garantir o êxito do ataque, os pesquisadores desativaram recursos de segurança no computador e marcaram a memória onde o DNA estava sendo lido como "executável" - uma prática não recomendada.

Sem isso, o processador do computador se recusaria a interpretar os dados como se fossem comandos e o ataque não funcionaria.

Mas existe chance de isso rolar na vida real?

Os pesquisadores admitem que a chance de qualquer ataque real envolvendo DNA, no momento, é extremamente baixa. O interesse foi apenas provar a possibilidade de criar um DNA sintético contendo uma ordem de bases nitrogenadas que guardasse um comando malicioso.

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