Alunos e professores fazem protesto em frente à reitoria do Ifal
Mobilização acontece em defesa de profissionais do quadro da instituição que respondem a processo administrativo
Alunos e servidores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) realizaram um protesto, nesta quinta-feira (10), para denunciar supostas perseguições políticas que estariam acontecendo dentro da instituição. O ato foi realizado em frente a Reitoria, no bairro da Jatiúca, em Maceió.
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Quatro professores estão respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por possíveis atos de insubordinação e podem ser demitidos. De acordo com o professor Wilson Ceciliano, os quatro profissionais que estariam sendo perseguidos teriam liderado a greve dos docentes ocorrida em 2014. Dois deles, inclusive, teriam sido agredidos pro alunos e pais contrários ao movimento paredista.
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"Eu nem fazia parte do campus onde houve o incidente e meu nome foi incluído na lista. Uma clara perseguição política por parte da reitoria", ressaltou Wilson, que é diretor de políticas associativas do Sindicato dos Servidores Federais Profissional e Tecnológica do Estado de Alagoas (Sintietfal).

Além dele, também respondem ao PAD o presidente do sindicato, Hugo Brandão; o tesoureiro Gabriel Magalhães, e a diretora jurídica Elizabete Patriota. Os quatro são servidores efetivos do campus Satuba e participaram ativamente de uma mobilização nacional ocorrida no dia 9 de julho de 2014.


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Além de se mostrarem contra o Processo Administrativo, os manifestantes também defenderam, durante o ato, a educação pública, gratuita e de qualidade.
O outro lado
Na semana passada, em contato com a Gazetaweb, o Ifal informou que o processo administrativo está em tramitação e que ainda não chegou à Reitoria. No entanto, de acordo com o assessor executivo Maurício Pereira, o indiciamento é resultado do trabalho de três comissões, que "avaliaram provas e ouviram os envolvidos".
"Durante a mobilização, os servidores ocuparam um espaço público, apesar de haver um interdito proibitório. Dessa ocupação surgiu um conflito, do qual há imagens que mostram agressões de ambos os lados. Uma comissão instaurou uma sindicância que concluiu pela abertura do processo administrativo disciplinar. Outra comissão concluiu pelo indiciamento, após ouvir os envolvidos. O processo segue tramitando e ainda não chegou para avaliação da Reitoria", informou.
Contudo, ainda segundo o sindicato, o juiz federal Frederico Wildson da Silva Dantas declarou extinto, em janeiro de 2015, o processo acerca do interdito proibitório, sem exame do mérito, de modo que, para o Sintietfal, o argumento do instituto não seria plausível.
A reitoria do Ifal emitiu uma nota de esclarecimento acerca dos fatos apresentados pelos manifestantes.Confira:
A Reitoria esclarece que até o presente momento não recebeu o Relatório Final dos trabalhos da Comissão com os autos do processo, a fim de que seja analisado pela Procuradoria Federal e deliberado pelo Reitor, que nesse caso é a única autoridade com competência para emitir decisão final.
Esclarece ainda que o referido Processo é resultado de um processo anterior de Sindicância, no qual a Comissão solicitou ao Reitor a abertura de um PAD, para apurar, com maiores detalhes, a materialidade dos fatos e possíveis responsabilizações no transcorrer do incidente ocorrido no Campus Satuba, em julho 2014, e que envolveu servidores, alunos e pais de alunos, tendo ampla repercussão na imprensa local.
Quanto às informações sobre supostas demissões, informamos que a Comissão Processante atual prestou esclarecimentos à Reitoria, em função de um processo judicial de Mandado de Segurança impetrado pelos próprios servidores processados.
Considerando que o Processo está na fase de defesa, e portanto ainda em andamento e sem as deliberações finais, não são cabíveis prévios julgamentos ou juízo de valor sobre o assunto.








