Para convidados, Rio 92 levou Brasil ao protagonismo em temas ambientais
À época, como presidente da República, Collor liderou discussões que pautaram diversos acordos futuros
Foi a partir da realização da Rio 92 que a comunidade internacional passou a entender a necessidade de aliar o desenvolvimento socioeconômico com a preservação da natureza e o uso sustentável dos recursos naturais. Essa foi uma das constatações da audiência pública interativa promovida nesta segunda-feira (7) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal e presidida pelo senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL).
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"Meio Ambiente e Relações Internacionais: O Brasil como ator global" foi o tema deste nono painel do ciclo de debates: O Brasil e a Ordem Internacional: Estender Pontes ou Erguer Barreiras. A situação internacional 25 anos após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em junho de 1992 na cidade do Rio de Janeiro, foi abordada pelos quatro convidados, especialistas em questões ambientais. "A Rio 92 foi um divisor de águas, foi uma mensagem política de mudanças", disse o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin.
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Para o magistrado, foi a partir desse encontro internacional que a questão ambiental passou a ser entendida como estratégica para as nações. Ele exemplificou a importância do evento ao dizer que quase 200 chefes de estado ou de governo participaram da Rio 92, enquanto apenas dois chefes de estado participaram da conferência ambiental realizada em Estocolmo, na Suécia, em 1972. "E foi após a ECO 92, como também ficou conhecida a conferência, que o Brasil deixou para trás seu perfil defensivo e refratário ao debate ambiental para ser um país de grande protagonismo internacional em questões ambientai", acrescentou.
Daqui para frente, acentuou Herman Benjamin, o desafio é entender que o sistema climático planetário é todo interligado e reconhecer que a democracia é o único regime que permite a proteção efetiva do meio ambiente. O ministro frisou ainda que os recursos hídricos estão entre as questões que devem ser entendidas como prioritárias. Para o Brasil principalmente, devido à importância do agronegócio para o país. Pois, disse o magistrado, só há produção agrícola se há água em abundância e água em abundância só existe se existem florestas em pé, preservadas.


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