Pedro Vilela diz que "contratempo" impediu voto em denúncia contra Temer
Apesar de não se posicionar no plenário, tucano garantiu que ia votar pelo recebimento das acusações contra Michel Temer
Durante a votação na Câmara que livrou o presidente Michel Temer (PMDB) do afastamento do cargo por denúncia de corrupção, o deputado federal Pedro Vilela (PSDB-AL) ausentou-se da votação, sendo o único representante da bancada alagoana a não marcar presença no plenário.
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Nesta sexta-feira (4), o tucano quebrou o silêncio e revelou que "problemas de ordem pessoal" o impediram de comparecer para computar o seu voto. Segundo ele, caso não tivesse tido o problema, seu voto seria "sim" à denúncia.
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Nas redes sociais, o deputado tucano foi duramente criticado por não ter acompanhado o processo. Contudo, o parlamentar afirmou saber que o "o ideal seria estar presente à votação", alegando não ter comparecido "por questões de ordem de pessoal". Entre os nove deputados federais por Alagoas, com a exceção do faltoso Vilela, quatro votaram pelo afastamento, enquanto os demais, pela permanência.
"Como deputado por Alagoas, tenho uma assiduidade nos trabalhos, votações e discussões realizadas na Câmara dos Deputados. Infelizmente, por um contratempo de ordem pessoal, não pude comparecer ao plenário durante a votação do relatório. Creio que teremos outras oportunidades para demonstrar o meu posicionamento diante destes e outros temas", expôs Vilela.


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Apesar de não votar, Vilela assegurou que seu posicionamento seria no sentido da admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer, resultando, com isso, no afastamento do cargo de forma temporária do peemedebista. Em sua página no Facebook, Pedro foi cobrado pelos eleitores. "Cadê você na votação da denúncia contra Temer?", questionou uma internauta. "Você deveria ter votado, deputado", expressou outra, em tom de revolta.
Os parlamentares Arthur Lira (PP), Cícero Almeida (PMDB), além dos ministros Marx Beltrão (PMDB) e Maurício Quintella (PR) votaram a favor do relatório da CCJ, que recomendava a rejeição da denúncia da PGR. Já os deputados Givaldo Carimbão (PHS), João Henrique Caldas (PSB), Paulão (PT) e Ronaldo Lessa (PDT) votaram contra o relatório (a favor, portanto, do prosseguimento da denúncia).
