Sem ônibus em Maceió, população busca alternativas de transporte
Condutores de vans, táxi e Uber estão faturando; há relatos de que preços cobrados estão acima do normal
A população de Maceió que depende de ônibus para se locomover está tendo que buscar alternativas nesta terça-feira (1º), diante da greve dos rodoviários, que tirou os ônibus das ruas desde as primeiras horas da manhã. O jeito é recorrer às vans, aos táxis e até ao Uber. A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) está com os agentes nas ruas para evitar que a faixa azul seja invadida por veículos de passeio. Ainda de acordo com o órgão, cerca de 350 mil pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente - de segunda a sexta - na capital.
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A greve dos rodoviários teve início à 0h desta terça-feira. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro/AL), a greve foi deflagrada por tempo indeterminado e parou 100% da frota de ônibus.
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A estudante Maria Melo, que mora no Santos Dumont, explicou que já sabia da paralisação, mas não esperava que eles parariam toda a frota. "Eu já sabia que ia chegar atrasada hoje no trabalho porque não ia conseguir pegar o ônibus a tempo, mas não imaginava que eles parariam totalmente. Peguei uma carona com uma amiga de última hora e consegui chegar, mesmo que atrasada", disse.
Já quem recorreu ao Uber se surpreendeu com o alto valor cobrado pela corrida. Um trabalhador que preferiu não se identificar disse que pagou R$ 40,00 por uma corrida entre os bairros da Serraria e do Farol. Normalmente, o valor cobrado não passaria de R$ 15,00.


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"Como eu já sabia que os ônibus não iriam rodar hoje pela manhã, assim que acordei fui ver no aplicativo uma estimativa de preço. Lá pareceu que pagaria entre R$ 10,00 e R$ 14,00, mas quando chamei o Uber vi que estava usando uma tarifa diferenciada. Não tinha outra opção, tive que aceitar. No final, depois de esperar bastante até a chegada do carro e enfrentar um congestionamento enorme até o trabalho, paguei exatamente R$ 39,70. Um absurdo".
A professora Roberta Bezerra disse que, para não chegar atrasada ao trabalho, precisou sair de casa mais cedo e utilizar transportes complementares lotado. "Saí de casa mais cedo, pois sabia que a única opção para chegar ao colégio era o transporte complementar. Normalmente, eles já andam cheios e hoje está ainda mais, um absurdo, mas não tive outra opção", lamentou.








