Comissão de Ética abre processo para investigar Maurício Quintella
Segundo denúncia, ministro dos Transportes estaria usando agência contratada com dinheiro público para alimentar suas redes sociais
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu processo para investigar a conduta do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. Ele será investigado por ter, supostamente, usado uma empresa de comunicação contratada pelo ministério para administrar suas redes pessoais.
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O ministro ainda não foi comunicado oficialmente, embora a Comissão de Ética tenha informado seu gabinete sobre a abertura do processo. Assim que Quintella for oficiado pela comissão, terá dez dias corridos para apresentar defesa. A empresa também terá o mesmo prazo para prestar esclarecimentos.
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ÀGazetaweb, Quintella negou as acusações. "Gostaria de deixar claro que sou eu mesmo quem administra as minhas redes sociais desde quando assumi o cargo de Deputado Federal. Atualmente, tenho aproveitado, como qualquer internauta pode fazer, os conteúdos produzidos pela Assessoria de Comunicação do MTPA, que são públicos, e eventualmente compartilhado esses materiais em minhas redes".
Dono de contas no Facebook, no Instagram, no Twitter e no Snapchat, ele também afirmou estar disponível para esclarecer a questão. "Considero muito oportuna a abertura do processo na Comissão de Ética para esclarecer o episódio e não deixar nenhuma dúvida sobre este assunto", afirmou o ministro.


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O presidente da comissão, Mauro Menezes, apontou que, caso comprovada, a situação constitui ato de improbidade administrativa. "A utilização de recursos, seja humanos ou materiais, da administração [pública] em proveito próprio constitui ato de improbidade administrativa. Trata-se de, em tese, uma conduta de gravidade e por essa razão a comissão tem que apurar", explicou.
Caso entenda que houve infração ética por conta de um agente, a comissão pode aplicar desde uma advertência até recomendar a exoneração. A recomendação é feita ao chefe do Executivo Federal, o presidente da República. Cabe a ele acatar ou não a recomendação da comissão.
