Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de agredir surdas em Maceió
Magistrada apontou que há provas de que houve agressões físicas, mentais e até estupro
A juíza plantonista da 14ª Vara Criminal da Capital, Silvana Lessa Omena, decretou no sábado (29) a prisão preventiva de Lucian Guedes Ferreira, suspeito de agredir e estuprar duas mulheres surdas em Maceió. As denúncias chegaram ao conhecimento da Polícia Civil após o vídeo das agressões ganharem as redes sociais, gerando revolta dos internautas. Apesar do decreto de prisão, o suspeito segue solto e, inclusive, atualizando as postagens das redes sociais do seu perfil pessoal no Facebook.
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Na decisão, a magistrada acolheu os argumentos apresentados pela equipe policial da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos a Mulher, apontando que há provas e testemunhos de que as mulheres foram vítimas de violência física, sexual e psicológica. A juíza ressalta ainda que o suspeito obrigou uma das mulheres a filmar toda a agressão, "sendo barbaramente ameaçada".
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"A prisão cautelar requerida mostra-se totalmente justificável, tendo em vista a revolta social que esse tipo de crime provoca na sociedade e nas próprias vítimas. Há de ser ressaltado que delitos dessa natureza causam um garante temor à sociedade, à Ordem Pública e à própria vítima, onde a liberdade do acusado prejudicaria a instrução criminal e a aplicabilidade da lei penal", apontou a juíza.

Ademais, ressalta a magistrada, constata-se dos depoimentos das vítimas anexados à representação que as elas são surdas e foram barbaramente ameaçadas, agredidas e estupradas pelo "investigado, o qual, inclusive forçou uma das vítimas a filmar com um celular o investigado, enquanto o mesmo agredia a outra, inclusive cortando o cabelo desta com uma faca e realizava relações sexuais forçadas", diz outro trecho da decisão.


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De acordo com a chefe de operações da delegacia, Zeina Oliveira, até o momento as equipes não foram comunicadas oficialmente sobre a decisão da prisão preventiva. Na semana passada, as vítimas, acompanhadas de familiares e de uma intérprete, prestaram depoimento à polícia, contando detalhes sobre o caso.
A equipe da delegacia foi informada nesta segunda-feira que populares atearam fogo nas roupas do suspeito. Elas estavam estendidas no varal da residência da mãe dele, no bairro do Salvador Lyra, na parta alta de Maceió.
Os três moravam juntos há seis meses e o suspeito namorada com uma das vítimas há 9 meses. Segundo a família dela, Lucian teria pedido R$ 200 emprestado às mulheres, mas como não conseguiu o dinheiro, cometeu as agressões.
Nesta segunda-feira (31), o suspeito das agressões postou duas novas fotos no Facebook e muitos foram os comentários negativos recebidos.
