Realizado, pai leva filho pela 1ª vez ao Rei Pelé e tem misto de sensações
Torcedor regatiano conta que garoto perdeu o medo após assistir à partida do CRB; jogador premiou o pequeno Pedro com camisa usada contra o Inter
O aumento da violência entre as torcidas fez diminuir a presença das famílias nos estádios de futebol. Contudo, há quem ainda acredite que é possível mudar este cenário. Na contramão da tendência nacional, o torcedor regatiano Domingos Braga manteve firme a esperança de ver seus filhos no Rei Pelé, por acreditar que o esporte ainda é capaz de entreter pais e filhos. E foi no Trapichão que ele conseguiu proporcionar a Pedro e Miguel, de 4 e 6 anos, respectivamente, momentos inesquecíveis, fazendo-o esquecer, ao menos naquele instante, sua preocupação com a segurança.
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Sábado passado, o CRB, clube do coração de Domingos, entrou em campo para enfrentar o Internacional-RS, com o Galo vencendo o time gaúcho por 2 a 0, pela Série B do Brasileiro. Na oportunidade, os garotos puderam entrar no gramado do Rei Pelé com os jogadores regatianos. Ambos pisaram o gramado com o volante Yuri, que ajudou a acalmar o filho mais novo, que chorou ao se distanciar do pai.
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"Foi a primeira vez que o pequeno [filho] entrou em campo. Ele ficou assustado com os fogos e a torcida, mas o irmão mais velho e o próprio Yuri conseguiram acalmá-lo. Depois disso, meus filhos fizeram vários elogios e, então, resolvi agradecer, nas redes sociais, ao jogador pela paciência. E ele me respondeu, convidando-me para ir ao CT do CRB, onde o Pedro seria presentado com a camisa que o Yuri usou naquela partida", explicou o pai.

E apesar de o noticiário veicular a insegurança vivida nos estádios Brasil afora, Domingos garante, mais do que nunca, que não deixará de mostrar o lado bom do esporte para seus filhos.


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"Eu queria mostrar para eles o lado maravilhoso do futebol. Eles não podem perder o encantamento pelo esporte. Eles viram a confusão que houve [clássico entre CRB e CSA, na final do Alagoano de 2016] e disseram que aquelas pessoas que estavam brigando eram más. E já chegaram, inclusive, a pedir para que eu não mais fosse para uma partida, alegando que eu iria encontrar 'pessoas ruins que vão bater em você'. Agora, espero que eles realmente tenham perdido o medo. Foi bom para mostrar a eles que a minoria não é capaz de destruir a magia do futebol", analisou.
