Unesp vai checar cor de aluno cotista que for alvo de denúncia
Candidato não enquadrado como negro ou pardo será desligado da universidade
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) vai averiguar as informações dos cotistas autodeclaradas na inscrição do vestibular que forem alvo de denúncias. O objetivo é confirmar se, de fato, eles são negros e pardos e têm direito às vagas reservadas para os cotistas.
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Os candidatos passarão por uma entrevista com uma comissão que foi instituída pela universidade. A checagem só será feita entre os estudantes que forem alvo de denúncias em um dos 34 campi da Unesp. O candidato não enquadrado na condição de negro ou pardo será excluído do vestibular e, se tiver sido matriculado, será desligado da instituição.
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Segundo a Unesp, as denúncias estão concentradas nas categorias de pretos e pardos, já que os estudantes indígenas têm a autodeclaração confirmada pela Funai.
A comissão foi formada no final do ano passado para apurar as denúncias da ONG Educafro e de coletivos da universidade. Desde a sua criação até o momento nenhum estudante foi desligado da Unesp. As unidades da instituição foram informadas sobre possíveis fraudes para que seja feita uma verificação in loco neste segundo semestre.


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