Perícia conclui que áudio da conversa entre Temer e Joesley não sofreu edição
Empresário Joesley Batista registrou conversa com presidente com um gravador escondido
O laudo da perícia da Polícia Federal que analisou as gravações da conversa entre o empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, e o presidente Michel Temer e os gravadores usados pelo empresário aponta que não houve edição de conteúdo, ou seja, não houve manipulação nos diálogos.
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A informação foi confirmada por duas fontes envolvidas na investigação. Investigadores afirmam que os peritos encontraram pontos de descontinuidades técnicas, ou seja, variações no sinal de áudio, provocadas por questões técnicas, sem sinais de fraude ou edição. O laudo acrescenta que as conversas de Joesley com o presidente têm logica e coerência.
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O laudo foi entregue em mãos ao delegado do caso, que foi ao Instituto Nacional de Criminalística receber o parecer.
Em maio, o perito Ricardo Molina, contratado pelos advogados de Temer, divulgou um laudo no qual afirmou que é "imprestável" como prova numa investigação e não seria aceita em uma "situação normal".


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Para Ricardo Molina, o áudio apresentava "inúmeras descontinuidades, mascaramentos por ruído, longos trechos ininteligíveis ou de inteligibilidade duvidosa".
Com base na gravação e em informações prestadas por Joesley e o irmão Wesley Batista, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer pelos crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.
O laudo será agora anexado ao inquérito, cujo relatório parcial foi entregue pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal na última segunda-feira. O relatório afirma que há indícios de que Temer e o ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures cometeram crime de corrupção passiva.
