Guarda da Venezuela executa manifestante durante protesto contra governo
Jovem de 22 anos foi atingido por um tiro no coração, segundo oposição. Nos últimos três meses, 75 pessoas foram mortas em protestos contra Maduro
Um jovem morreu nesta quinta-feira (22) em decorrência de disparos à queima-roupa da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) em uma nova jornada de protestos em Caracas, na Venezuela.
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Um grupo de manifestantes enfrentou funcionários da GNB (polícia militarizada) na estrada Francisco Fajardo, a principal via de Caracas, onde foi relatada a morte do jovem de 22 anos, além de vários feridos.
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Da clínica onde o óbito foi registrado, o médico e deputado da oposição José Manuel Olivares garantiu que a vítima foi atingida a tiro no coração por parte de um membro da Guarda Nacional.
A morte do rapaz eleva a 75 o número de mortos em quase três meses de mobilizações contra Nicolas Maduro, informou a Procuradoria.


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O líder opositor venezuelano Henrique Capriles divulgou nas redes sociais um vídeo em que se observa agentes uniformizados disparando diretamente contra de um grupo de manifestantes.
"À queima-roupa. Cumprem suas ordens ao pé da letra, Nicolás Maduro, e hoje você disse à imprensa internacional que os seus xerifes usam água e gás lacrimogêneo", criticou Capriles em outra mensagem.
Maduro, por sua vez, elogiou em uma coletiva de imprensa com meios internacionais o "esforço heroico" que, em sua opinião, estão fazendo a GNB e a estatal Polícia Nacional Bolivariana (PNB) em seu trabalho nas marchas opositoras.
Em resposta à morte do jovem, dirigentes da oposição convocaram os manifestantes a "trancar" as ruas de toda a Venezuela ao meio-dia de sexta-feira (23), por duas horas.
"Que não reste uma rua, avenida, autoestrada livre. Vamos paralisar o país", disse à imprensa o deputado José Manuel Olivares em nome da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).
