Dirigente azulino Raimundo Tavares rebate declarações de Thiago Potiguar
Homem forte do futebol profissional do Azulão cita "bebedeira", compara jogador a "laranja podre" e garante que vontade de vencer "sobra no CSA"
O presidente do Conselho Deliberativo e homem forte do futebol profissional do CSA, Raimundo Tavares, rebateu, em entrevista à Rádio Gazeta, as declarações do meia-atacante Thiago Potiguar, um dos três jogadores dispensados pelo Azulão no início desta semana, referindo-se ao jogador como uma "laranja podre".
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No CSA desde a pré-temporada, Thiago foi um dos contratados para as competições do Azulão na temporada 2017. Disputou o Campeonato Alagoano e Copa do Brasil, sendo, inclusive, o autor do gol da vitória por 1x0 sobre o maior rival - CRB -, em partida válida pela Copa do Nordeste.
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Contudo, esta semana, foi dispensado dizendo que o elenco está insatisfeito com o trabalho da nova comissão técnica. Fez duras críticas ao treinador azulino, afirmando que Ney da Matta estaria a privilegiar alguns atletas que, segundo ele, não tem rendido o esperado. Em matéria publicada nesta quinta-feira (22) pelo jornal Gazeta de Alagoas, Thiago, inclusive, diz que o treinador age como empresário de jogador no CT Gustavo Paiva.
À Rádio Gazeta, Tavares tratou de desmentir as declarações do ex-jogador azulino.


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"Nada do que ele declarou é verdadeiro. Esta reação é por ter sido dispensado do clube. O que aconteceu, na verdade, é que eu venho, há mais de 60 dias, pedindo a ele para se cuidar. No entanto, o jogador passou a ser o 'rei da barca' aqui em Maceió. Ou seja, vinha intercalando treinos e jogos com bebedeira", afirmou.
Raimundo Tavares afirmou ainda que o declínio técnico de Thiago Potiguar ficou evidenciado neste Campeonato Brasileiro da Série C. "Ele não pode dizer que não teve oportunidade porque jogou contra o ASA e contra o Sampaio Corrêa, mas, contra o Botafogo, em João Pessoa, já não viu a cor da bola", analisou.
Na última partida, contra o Confiança, em Maceió, Potiguar entrou em campo com o 2º tempo em andamento, mas teve uma atuação discreta.
"Sem laranja podre, sobra trabalho e vontade de vencer"
Ainda segundo Tavares, o ambiente no CSA segue o mesmo após as dispensas de outros dois jogadores: Luís Soares [atacante] e Rayro [lateral]. Para ele, a suposta tentativa de Thiago Potiguar em tumultuar o ambiente azulino surtiu efeito contrário.
"Por tudo isso, acredito que o ele, hoje, é um atleta em extinção, um ex-jogador em atividade, já que não está querendo absolutamente nada. E eu jamais iria permitir que um atleta deixe o CSA atirando contra tudo e contra todos, sem que nós pudéssemos esclarecer à nossa torcida a verdade dos fatos. Repito que nada do que ele falou aconteceu", emendou Raimundo Tavares.
"O ambiente aqui é o melhor possível e, graças a Deus, nós conseguimos tirar uma laranja podre que foi detectada dentro do grupo. Ele fez fofoca de que não estaria mais tendo oportunidade de jogar. Pelo contrário, Ney da Matta deu oportunidades ao Thiago Potiguar. Ele é que não as agarrou e, por isso, é que saiu do CSA. Não há crise alguma no CSA. Sem a laranja podre, aqui, mais do que nunca, sobra trabalho e vontade de vencer", concluiu.
