Chefe de gabinete de May pede demissão após revés nas eleições
Nick Timothy afirmou em carta assumia a sua responsabilidade durante a campanha para as eleições legislativas
A chefe de gabinete da primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou neste sábado (10) sua demissão após o revés eleitoral dos conservadores, que perderam a sua maioria absoluta no parlamento, a poucos dias do início das negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.
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"Assumo a responsabilidade pela minha tarefa nesta campanha eleitoral, que era supervisionar nosso programa político", disse Nick Timothy em uma carta publicada no site "ConservativeHome".
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O Partido conservador afirmou que Fiona Hill, que também era uma assessora próxima de May, deixará o cargo, segundo a Associated Press.
O pleito de 8 de junho, convocado por May para tentar aumentar sua maioria no Parlamento, terminou com os conservadores à frente, porém com uma bancada menor.


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Os conservadores, liderados pela primeira-ministra britânica, tinham 330 assentos no Parlamento e conseguiram 318. O Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte (DUP) conseguiu 10 cadeiras e os trabalhistas, por sua vez, surpreenderam obtendo 262 assentos. Apesar da pressão sofrida dentro do próprio partido, Theresa May decidiu permanecer no poder.
Esse resultado obrigou os conservadores a formar uma coalizão com o DUP para garantir a governabilidade.
Na sexta-feira (9), Theresa May anunciou que manterá nos seus cargos os principais ministros do seu gabinete:
- Boris Johnson, Ministério de Relações Exteriores
- Amber Rudd, Ministério do Interior
- Philip Hammond, Ministério da Economia
- Michael Fallon, Ministério da Defesa
- David Davis, Ministério para o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia)
Pressão pela renúncia
Uma pesquisa do site "ConservativeHome" revelou neste sábado que 59,5% dos integrantes do Partido Conservador responderam que Theresa May deveria renunciar depois que a legenda perdeu a maioria absoluta nas eleições antecipadas de quinta-feira (8).
O levantamento recebeu 1.503 respostas por parte de filiados do partido, dos quais 36,6% acreditam que May deve continuar no cargo, enquanto 3,9% disseram não ter uma opinião formada a respeito, segundo a Efe.
