MPE contesta nº de vítimas das enchentes informado por municípios
Segundo promotor, caso mais grave foi o de Colônia Leopoldina, que relatou 2,5 mil desabrigados, quando Ministério Público contabilizou apenas 214
Os promotores de Justiça que compõem a Comissão de Apoio Institucional às Vítimas das Enchentes percorreram, nesse final de semana, 31 cidades alagoanas atingidas pelas enchentes que deixaram milhares de desabrigados ao longo dos últimos dias e constataram inconformidades no tocante aos números repassados pelos Municípios.
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Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), a inconformidade diz respeito ao número real de vítimas e os dados repassados pela maioria das prefeituras.
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A situação mais grave, segundo o MPE, foi constatada em Colônia Leopoldina, onde a Prefeitura informou à Defesa Civil Estadual que havia 2,5 mil desabrigados e desalojados na cidade, quando o promotor de Justiça do Município, Ivan Viegas, constatou e informou ao grupo de trabalho a existência de apenas 54 famílias, totalizando 214 vítimas das enchentes.
"Antes do repasse dos recursos federais e das cestas básicas pela União, o Ministério Público do Estado de Alagoas orienta às prefeituras a serem precisas nos dados que informam aos órgãos competentes. Esta é a melhor forma de os municípios receberem a ajuda adequada às famílias afetadas, sem que seus gestores públicos caiam na ilegalidade", disse o promotor de Justiça José Antônio Malta Marques, líder da força-tarefa.


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Além do coordenador do 1° Centro de Apoio Operacional (CAO) do MPE/AL, integram o grupo de trabalho os promotores de Justiça Antônio Luiz dos Santos Filho, José Carlos Silva Castro, Micheline Tenório, Maria Luísa Maia Santos, Miryã Tavares Ferro, Fernanda Maria Moreira, Jamyl Gonçalves Barbosa, Jorge José Dória, Adriano Jorge Correia de Barros e Carmem Sylvia Nogueira Sarmento.
