PMDB tem que ver com 'humildade' quem tem mais condições de ser líder, diz Renan
Senadores do PMDB discutirão nesta terça (30) se parlamentar alagoano permanece líder da bancada. Renan passou a ser contestado após atacar Temer
Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou na manhã desta terça-feira (30), em entrevista coletiva, que a bancada peemedebista tem que analisar com "humildade" quem tem mais condições de comandar o partido na Casa neste momento. "Se for eu, eu não tenho o que fazer, eu topo o desafio", enfatizou.
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Na tarde desta terça, os senadores do PMDB vão discutir, em uma reunião, se Renan seguirá no posto de líder da legenda. Escolhido para a função no início do ano, o parlamentar alagoano passou a ser criticado internamente por colegas após disparar uma série de ataques à gestão do presidente Michel Temer.
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O movimento pela saída de Renan da liderança é da maioria da bancada, e conta com o apoio do Palácio do Planalto.
Entre os principais alvos do líder do PMDB no Senado nos últimos meses estão as reformas trabalhista e da Previdência Social propostas pelo governo Temer.


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A bancada do PMDB no Senado é a maior da Casa, composta por 22 parlamentares, e tem o poder de indicar, por exemplo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante.
"[A reunião desta terça é muito boa] não só para que nós possamos fazer avaliação da liderança, da condução do partido, do que o partido deve fazer com relação a essa matérias mais conflitantes. É uma oportunidade para que a gente possa conversar com todo mundo, e ver com humildade quem tem mais condições de exercer a liderança do partido nesse momento", ponderou Renan.
Deixando de lado o tom belicoso das últimas semanas contra o Palácio do Planalto, o senador de Alagoas disse nesta manhã, ao ser questionado por jornalistas sobre se o governo Temer consegue se manter até o final de 2018, que "não tem dados para fazer projeções" e que crises semelhantes em outros países tiveram desdobramentos diferentes.
"De modo que o momento é para ciscar para dentro , construir caminhos, melhorar política econômica", minimizou.
Há menos de duas semanas - no auge da crise política gerada pelas delações dos executivos do grupo J&F; -, Renan Calheiros já fazia análises públicas sobre uma eventual saída de Temer da Presidência. Na ocasião, ele defendeu em entrevistas que a melhor alternativa seria a realização de eleições indiretas por meio do Congresso Nacional como prevê a Constituição.
Ele também disse que defendia uma "solução negociada" com uma eventual renúncia de Temer. O impeachment, na opinião dele, não seria o mais adequado para o momento.
No mês passado, ele chegou a gravar um vídeo comparando a gestão do atual presidente da República à "seleção do Dunga", e acrescentou que os brasileiros querem a "seleção do Tite".
Recuo
Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, Renan Calheiros procurou nos últimos dias senador a senador do partido em busca de apoio para não ser destituído.
Ainda de acordo com a colunista, ele pode se manter à frente da bancada, de acordo com avaliação de seus próprios adversários.
Como gesto à bancada, ele desistiu, por exemplo, mudar integrantes do PMDB na Comissão de Assuntos Econômicos, prerrogativa que tem como líder e que incomodava senadores peemedebistas.
Nesta segunda, Renan acenou também a Michel Temer, elogiando a troca no comando do Ministério da Justiça.
Andréia Sadi contou que, no último sábado (27), o ex-presidente da República José Sarney - aliado de Renan - conversou com Michel Temer sobre a situação do líder do PMDB. Sarney tentou convencer o governo a não trabalhar para destituir o peemedebista.
