Dólar opera em alta nesta segunda-feira, em meio à instabilidade política
Na sexta-feira (19), o dólar fechou em baixa de 3,89%, vendido a R$ 3,257, a maior queda desde novembro de 2008
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (22), com investidores ainda receosos em meio à instabilidade política.
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Às 9h20, a moeda norte-americana subia 1,35%, cotada a R$ 3,3011 na venda. Veja a cotação.
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A alta acontece a despeito do recuo da divisa no exterior e da intervenção do Banco Central, com o mercado aguardando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (24) sobre se aceita ou não o pedido de Temer para suspender o inquérito contra ele, destaca a Reuters.
O BC realiza nesta segunda-feira dois leilões de swap cambial tradicional (equivalente à venda futura de dólares). No primeiro, oferta até 40 mil novos contratos, dentro da estratégia de tentar acalmar o mercado de câmbio, movimento que se repetirá ainda na terça-feira.


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No segundo leilão, o órgão fará mais uma etapa da rolagem do vencimento de junho, com oferta de até 8 mil novos contratos.
Na sexta-feira (19), o dólar fechou em baixa de 3,89%, vendido a R$ 3,257. Foi a maior queda diária desde novembro de 2008, segundo a Reuters, corrigindo a disparada da véspera. Na semana, a moeda acumulou alta de 4,26% em relação ao real.
"Apesar da calmaria no relatório Focus, o mercado ainda anda apreensivo com o rumo do caso Temer, tanto é que o dólar agora pela manhã sobe 1,20%. Todos estão esperando o julgamento no plenário do STF do pedido de Temer para suspender o inquérito. Será uma semana de muita volatilidade no mercado financeiro", avalia o economista Alexandre Cabral.
No boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a expectativa dos economistas para o dólar no fim do ano recuoude R$ 3,25 para R$ 3,23. As previsões para inflação baixaram de 3,93% para 3,92%.
Disparada
Na quinta-feira (18), o câmbio sofreu a maior alta diária em 18 anos, com o mercado repercutindo notícia publicada no jornal O Globo de que o dono da empresa JBS gravou o presidente da república, Michel Temer, dando aval para comprar silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou abertura de investigação contra Temer.
