Padre Fábio de Melo revela como cuida da aparência e o motivo de não usar batina
De Melo participou do programa 'Conversa com Bial'
Com mais de três milhões de seguidores nas redes sociais, o mineiro Padre Fábio de Melo se tornou um sucesso nas redes sociais pela forma bem humorada de se comunicar. Convidado do Conversa com Bial, na noite da última terça-feira, dia 16, ele falou sobre as dúvidas que as pessoas possuem ao ver um padre quebrando tantas tradições da Igreja Católica, como o fato de cuidar da aparência e não usar batina:
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- Existem padres que ainda gostam do traje. Eu nunca usei, eu cresci numa congregação que já não tinha o hábito da batina. Sou filho de uma congregação fundada por um francês, um homem avançado para o tempo dele, que tinha o convite de retirar o padre das sacristias e levar os padres para o contexto da sociedade. Uma das coisas que mais comemoro é o fato de que eu tenho de me exercer em todas as possibilidades, de quebrar algumas barreiras. Minha fé me fez ser o homem que sou.
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O padre ainda falou sobre a vaidade e que não vê problema em cuidar de sua aparência:
- Eu gosto de estar bem, isso é desde menininho. Eu nasci pobrezinho e minha mãe diz que eu sempre gostava de estar limpo, cheiroso, com o cabelinho de cuia arrumado. Sei lá o que era aquilo. Meu pai não gostava muito daquele cabelo, mas desde pequeno consegui manter o corte que eu queria. Eu tinha um trauma de um corte que era o meia cabeleira.


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Fábio de Melo ainda falou sobre sua relação com os internautas, com quem interage diariamente:
- Sou uma pessoa que precisa administrar meu tempo, tenho muitas atribuições, mas não me furto da oportunidade de saber do mundo através delas e de me colocar nesse mundo. Acho que hoje temos uma facilidade muito grande de estabelecer vínculos inusitados, acho que é essa a grande riqueza das redes sociais. Descobri pessoas fantásticas, estabeleci vínculos de amizade, de companheirismo, que eu nunca imaginava que eu poderia ter através desse recurso. E eu não vejo diferença na minha vida pessoal como pregador. Eu posso ter a pretensão que meu discurso é sempre para a multidão e eu não tenho isso. Faço aquela conversa como se fosse para uma única pessoa só e queria que as pessoas conhecessem quem eu sou com meus amigos.
