Polícia conclui inquérito e apreende suspeito de matar repórter cinematográfico
Outros envolvidos no crime podem ser presos a qualquer momento; vítima foi acusada de crime que não cometeu
Após meses de trabalho, a Delegacia de Homicídios de Maceió concluiu as investigações referentes à morte do repórter cinematográfico aposentado Paulo Antônio da Silva, de 63 anos, conhecido como Paulinho.
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Segundo a polícia, ele teria sido acusado de estupro por populares e, por isso, foi brutalmente assassinado. Com o avançar do trabalho investigativo, a polícia concluiu que a acusação de abuso é falsa e que a vítima jamais cometeu esse tipo de crime.
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As informações foram repassadas na tarde desta quarta-feira (10) durante entrevista coletiva ocorrida na Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas. Um menor suspeito de envolvimento no caso foi apreendido.
De acordo com a polícia, outros responsáveis pela morte do repórter cinematográfico -que foi espancado até a morte no bairro do Benedito Bentes, em Maceió -, estão sendo procurados pelas forças policiais. O crime aconteceu em fevereiro deste ano. Segundo o delegado Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios, o adolescente M.I.V. foi apreendido no começo do mês no complexo habitacional Benedito Bentes por participação na morte de Paulinho.


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Na mesma coletiva de imprensa, a cúpula da Secretaria de Segurança Pública deu detalhes sobre a prisão de 20 suspeitos de homicídios e latrocínios registrados na capital e no interior de Alagoas nas últimas semanas. Entre os presos está Givaldo dos Santos, conhecido como Vandame, que é suspeito de três latrocínios, roubos e homicídios registrados na cidade de Teotônio Vilela e Junqueiro.
Contra ele, a polícia constatou que havia oito mandados de prisão expedidos pela Justiça em aberto. Os inquéritos policiais o apontaram como um braço armado de traficantes da região, executando aqueles que teriam dívida com o tráfico.
Briga por manga
Uma investigação que chamou atenção da polícia alagoana diz respeito à decapitação de Maurílio da Silva Santos, crime ocorrido em janeiro de 2017. Paulo Henrique Silva de Oliveira, vulgo Paulinho, de 22 anos, foi preso por ser o suspeito apontado como autor do crime. A motivação seria uma briga por um pé de manga.
Ameaça a agente de polícia
Já na Barra de Santo Antônio, na Região Norte, durante uma operação conjunta, foi preso um grupo criminoso que teria envolvimento com delitos na região e, também, suspeito de ameaçar o chefe de operações da delegacia distrital do município.
Foram presos Kenety Gutermberg da Silva, de 34 anos; Caio César Moreira Barros, de 22 anos; Josinaldo da Silva Barros, o Chapolin, de 23 anos; Wellighton dos Santos Barros, o China, de 25 anos; Paulo Roberto Moraes do Nascimento, de 30 anos, e Herideivson Ronaldo dos santos, de 19 anos.
Foragido da Justiça
Militares do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE) prendaram no bairro do Clima Bom, na parte alta de Maceió, Gerlando de Almeida Torres, suspeito de matar um agente penitenciário na cidade de Maruin, em Sergipe, no ano de 2015. Após atirar no agente e este se arrastar até a própria residência, o suspeito entrou na casa da vítima e a executou com diversos disparos de arma de fogo.
Nomes dos suspeitos
Ainda durante a coletiva, a SSP divulgou o nome de outros suspeitos de envolvimento em homicídios registrados no estado eque foram presos nas últimas semanas. São eles: Carlos Eduardo da Silva Santos, conhecido como Neném, de 19 anos; Rafael Fontes dos Santos, de 19 anos; Émerson Lopes de Araújo, conhecido como Cara de Moça, de 20 anos; José Messias Félix dos Santos, conhecido como Dê, de 25 anos; Márcio Campelo Moreira, conhecido como Tubarão, de 37 anos, e Jean da Silva, de 24 anos.
Os demais são Daniel Félix dos Santos, conhecido como Pi, de 18 anos; Irandesson Miguel da Silva, de 26 anos; Felipe dos Santos Lima, conhecido como Chico, de 24 anos; Willames Cléber dos Santos, o Nego Lú, de 24 anos, e Esilon da Silva Calado, conhecido como Pipi, de 19 anos. Após a prisão, eles estão à disposição do Poder Judiciário. Todos os detidos estão no Sistema Prisional alagoano.
