Alagoanos são presos pela PF ao tentar fraudar concurso no Mato Grosso do Sul
Quadrilha usaria ponto eletrônico no crime e foi flagrada na Operação Gabarito
Três alagoanos foram presos pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul ao tentarem fraudar o concurso para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do estado. O caso aconteceu neste domingo (26) e os nomes dos envolvidos, que têm 25, 29 e 39 anos, não foram divulgados.
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Segundo a assessoria de comunicação da PF do Mato Grosso do Sul, a Operação Gabarito foi realizada após o órgão receber informações sobre uma tentativa de fraude no certame para os cargos de técnico e analista. Diversos agentes disfarçados participaram da ação e conseguiram detectar a quadrilha, que praticaria a "cola eletrônica".
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Os alagoanos foram detidos e confessaram, em depoimento, como seria feito o esquema. Um dos envolvidos fingiria um mal estar e sairia da prova logo após o início. Ele efetuaria a troca do caderno da prova por um simulado, enganando o fiscal e saindo com as questões.
Fora do local de prova, elas seriam encaminhadas para o restante da quadrilha em Brasília. Eles seriam os responsáveis por responder as perguntas e repassar para os demais por meio de ponto eletrônico. De acordo com a polícia, um candidato realmente tentou sair alegando problemas de saúde. A situação, porém, foi descoberta.


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Os três alagoanos estavam no mesmo quarto de hotel e concordaram com uma fiscalização. Na acomodação, foram encontrados diversos dispositivos eletrônicos utilizados para a prática do crime (pontos, receptores eletrônicos simulando cartões de crédito, baterias e até mesmo um laptop e uma impressora).
Eles informaram que pagaram R$ 6 mil para obter as respostas e foram detidos indiciados por formação de quadrilha, que tem pena de um a três anos, e por "fraudar a credibilidade de certames de interesse público", cuja pena vai de um a quatro anos. A PF informou que continua investigando para identificar outros participantes do esquema delituoso.

