No Cepa, estudantes e sindicalistas protestam contra reformas do governo Temer
Manifestação aconteceu na manhã desta quinta-feira e levou centenas de pessoas ao centro educacional no bairro do Farol, em Maceió
Na manhã desta quinta-feira (23), sindicalistas, representantes de entidades de classe e estudantes protestaram no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), no bairro do Farol, em Maceió, contra projetos que tramitam no Congresso Nacional e que, segundo eles, retiram direitos assegurados por trabalhadores e aposentados. Na oportunidade, os manifestantes também fizeram ecoar discursos contrários às propostas de reforma do governo Michel Temer para o Ensino Médio e Previdência Social, criticando, em especial, a lei da terceirização, exigindo uma política de valorização dos servidores públicos.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), centenas de alunos do Cepa - que segue sem aulas em virtude da greve dos professores da rede estadual - se juntaram ao movimento, carregando cartazes e bandeiras. A presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, destacou o trabalho desempenhado pelos profissionais nas unidades do Cepa, "mesmo sem o devido reconhecimento por parte do poder público".
Leia também
"Essa juventude consciente nos enche de orgulho. Sabem o momento que o país está passando, tem opinião formada, entende a importância da luta e tem energia para correr atrás do que quer. São a esperança do futuro que os golpistas estão querendo matar com este pacote de maldades. Parabéns a cada educador que fez o debate nas escolas, que não aceitou a mordaça e que constrói a educação libertadora, composta por cidadãos empoderados", analisou.
A caminhada percorreu todas as ruas do Cepa, sendo encerrada com uma grande ciranda. E além das pautas nacionais, os manifestantes também atentaram para o "descaso do Governo de Alagoas para com a educação pública", com a categoria ainda a reivindicar o reajuste acordado para 2016, além da implantação do piso do magistério.


Prefeitos fiéis ao MDB nas eleições serão prestigiados, avisa Renan Calheiros

Câmara muda Lei Orgânica e beneficia vereador que deve assumir cargo no Estado

JHC e Paulo Dantas protagonizam troca de críticas sobre violência nas redes sociais

Flávio atribui possíveis novas tarifas ao “tom agressivo” de Lula os EUA
"O governo sequer iniciou o diálogo sobre o reajuste dos servidores estaduais. Diz na televisão que valoriza os profissionais, quando nossas contas não fecham porque a inflação aumentou e o nosso salário não sofreu reajuste", disse um professor. "E essas PECs [Proposta de Emenda à Constituição] que estão sendo aprovadas são um grande perigo para todos nós. Seguimos na luta e não vamos aceitá-las", emendou Consuelo.

