Investigação prossegue dois meses após acidente aéreo que matou Teori
Segundo a Força Aérea Brasileira, fase é de coleta e análise de dados; não há prazo para término da investigação
A investigação que apura as causas do acidente aéreo que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki prossegue após dois meses da tragédia, completados neste domingo (19).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Relator da Operação Lava Jato no STF, Teori Zavascki morreu aos 68 anos, em 19 de janeiro, depois que o avião em que estava com outras quatro pessoas caiu no litoral de Paraty (RJ).
Leia também
Atualmente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável por apurar quedas de avião no país, está coletando e analisando dados obtidos do acidente, informou a Força Aérea Brasileira (FAB), à qual o Cenipa é subordinado. Não há prazo para a conclusão da investigação.
Um dos objetos estudados pelo Cenipa, em Brasília, é o gravador de voz da cabine do piloto. Por meio do áudio registrado, por exemplo, é possível saber o que o piloto falou antes da queda, seja com os passageiros ou com o controle de tráfego aéreo. É possível também ter uma indicação se os sistemas do avião estavam funcionando normalmente, como o motor da aeronave.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
A FAB não informou se a análise do gravador já foi concluída e se há indicativos de falha humana. Essa seria uma hipótese preliminar, segundo investigadores.
Na época do acidente, a TV Globo informou que o piloto da aeronave fez duas tentativas de pouso no aeroporto de Paraty antes de cair no mar. A gravação também teria demonstrado, de acordo com a TV Globo, que não houve pânico, pedido de socorro ou alarme sonoro dentro da aeronave.
Análise preliminar da Aeronáutica também indicou que a caixa-preta, onde fica o gravador, não apontou "qualquer anormalidade" nos sistemas da aeronave.
Entretanto, o áudio é somente um dos eixos da investigação - o GPS e destroços do avião também estão sob análise - e não pode ser considerado como conclusivo, segundo a FAB.
A Força Aérea afirmou que todo o processo é "dinâmico" porque novas demandas surgem a partir das análises já realizadas. Mesmo assim, a investigação será concluída no "menor prazo possível", de acordo com a complexidade do acidente. O relatório final será divulgado publicamente no portal do Cenipa na internet.
