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Delator da Lava Jato diz que arrecadou propina a Cabral por apoio do PMDB

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa prestou depoimento nesta sexta a Sérgio Moro

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, nesta sexta-feira (10), que aceitou arrecadar propina para a campanha do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para manter o apoio do PMDB."[A ajuda para arrecadar propina foi aceita] pelo motivo que ele [Cabral] era uma figura proeminente dentro do PMDB à época, e o PMDB era o partido que estava me apoiando (...)", explicou o ex-diretor da Petrobras.

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Paulo Roberto Costa disse, também, que uma vez estabelecido o apoio do PMDB para que ele permanecesse na Diretoria de Abastecimento da Petrobras, Sérgio Cabral o chamou algumas vezes na sede do governo estadual para pedir "ajuda monetária para ele e para as campanhas dele".

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Costa voltou a afirmar que o próprio governador lhe pediu R$ 30 milhões para a campanha de 2010, em reunião realizada no Palácio Guanabara, pouco tempo antes das eleições. Ele já havia citado o pagamento em delação, em março de 2015. O doleiro Alberto Youssef também citou a propina em depoimento.

"No pedido que foi feito pelo governador, nessa reunião no Palácio Guanabara, o governador me pediu R$ 30 milhões para sua campanha. Eu aceitei ajudá-lo", reforçou o ex-diretor, no depoimento desta sexta-feira.

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Ainda em sua delação, de março de 2015, Paulo Roberto Costa disse que os R$ 30 milhões saíram das empresas responsáveis pelas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

O consórcio Compar - formado pelas empreiteiras OAS, Odebretch e UTC - seria responsável por contribuir com R$ 13 milhões. O restante teria sido pago pela Skanska, Alusa e UTC.

Cabral negou crime

Em 2015, Cabral negou que a reunião citada por Paulo Roberto Costa ocorreu e o recebimento de "apoio financeiro" para a campanha de 2010.

"É mentirosa a afirmação do delator Paulo Roberto Costa. Essa reunião jamais aconteceu. Nunca solicitei ao delator apoio financeiro à minha reeleição ao governo do Estado do Rio.

Todas as eleições que disputei tiveram suas prestações aprovadas pelas autoridades competentes. Reafirmo o meu repúdio e a minha indignação a essas mentiras", informou Cabral, por meio de sua assessoria.

O G1 tenta contato com a assessoria do PMDB, mas, até o momento, não teve retorno.

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