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Empresa responsável por envelopes do Oscar pede desculpas por confusão

'Apresentadores receberam envelopes da categoria errada', afirmou a PricewaterhouseCoopers

A empresa de auditoria responsável pelos envelopes com os vencedores de cada categoria do Oscar emitiu uma nota logo após a premiação com um pedido de desculpas pela confusão que deu a estatueta de melhor filme por engano para "La la land: Cantando estações". No fim, o verdadeiro vencedor foi "Moonlight: Sob a luz do luar".

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"Nos desculpamos sinceramente a 'Moonlight', 'La la land', Warren Beatty, Faye Dunaway e ao público do Oscar pelo erro que foi feito durante o anúncio de melhor filme", afirmou a PricewaterhouseCoopers, em nota publicada em sua conta no Twitter.

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"Os apresentadores receberam envelopes da categoria errada por engano e, quando descoberto, foi imediatamente corrigido. Nós estamos investigando como isso pode ter acontecido, e nos arrependemos profundamente que isso tenha acontecido. Agradecemos a graça com que os indicados, a Academia, a ABC, e Jimmy Kimmel cuidaram da situação."

Mas o que aconteceu?

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Ainda no palco, enquanto a equipe de "Moonlight" subia para agradecer, o ator Warren Beatty, um dos apresentadores da categoria, ao lado de Faye Dunaway, voltou ao microfone e explicou que tinha o envelope errado. "Eu quero contar o que aconteceu. Abri o envelope e dizia 'Emma Stone, La la land'. Por isso que eu dei uma olhada tão demorada a Faye e a você. Eu não estava tentando ser engraçado", disse o ator.

Após a confusão, Emma Stone contou aos jornalistas que não entendia o que tinha acontecido. "Eu estava segurando meu cartão de melhor atriz o tempo todo. Eu não quero começar algo, mas não sei o que aconteceu, e queria falar com vocês [jornalistas], antes", afirmou ela, de acordo com a revista "Variety".

Segundo o jornal "Los Angeles Times", apenas dois funcionários da PricewaterhouseCoopers sabem dos vencedores antes da leitura dos envelopes. Eles ficam posicionados de cada lado do palco, com envelopes iguais para dar aos apresentadores e para conferir depois. Ou seja, existem dois cartões iguais com os nomes dos vencedores para cada categoria.

De acordo com o site Vox, essa foi a primeira vez em 89ª edições que um erro assim aconteceu.

'La La Land' levou seis prêmios

"Moonlight" levou ainda a estatueta de roteiro adaptado e de ator coadjuvante, para Mahershala Ali. "La La Land: Cantando Estações" ganhou seis prêmios: atriz, diretor, música original, trilha sonora, fotografia e design de produção.

Damien Chazelle se tornou o mais jovem a ganhar como diretor. Casey Affleck levou o Oscar de ator por "Manchester à Beira-mar", filme que ganhou também a estatueta de roteiro original. Veja a lista completa de vencedores do Oscar.

Moonlight

"Moonlight: Sob a luz do luar" se tornou o Melhor Filme do Oscar neste ano ao narrar o crescimento de um garoto negro na periferia de Miami, nos Estados Unidos, que enfrenta desafios relacionados a sua raça e sexualidade. Mesmo sem estrelas e com uma narrativa simples e direta, o filme independente escrito e dirigido por Barry Jenkins foi colecionando prêmios e elogios.

A vitória mostrou também uma nova mentalidade da Academia de Artes e Ciência Cinematográficas de Hollywood, após a péssima repercussão da campanha #OscarSoWhite (#OscarMuitoBranco), que criticava a ausência de artistas negros no Oscar de 2016. Neste ano, a premiação bateu o recorde com o maior número de negros indicados: 20.

Coadjuvantes: discursos poderosos

Favoritíssimos, Viola Davis ("Um limite entre nós") e Mahershala Ali ("Moonlight: Sob a luz do luar") ganharam como coajuvantes. Fizeram discursos poderosos e emocionados.

"Quando me perguntam que papéis eu quero interpretar, eu digo 'dessas pessoas que não sabem o que é poder sonhar, poder atingir seus sonhos'", disse a atriz. "Viola Davis foi indicada a um Emmy por esse discurso", brincou o apresentador Jimmy Kimmel.

Protestos contra Trump (e a favor)

O Oscar também teve protestos. Uma fita azul foi usada por celebridades como a atriz Ruth Negga no tapete vermelho do Oscar. Eles apoiam a União Americana pelas Liberdades Civis, que se opõe a Donald Trump. Também antes da premiação, apoiadores do presidente americano protestaram contra a "elite de Hollywood" perto do Teatro Dolbly.

Trump também foi citado por Kimmel. "Já estamos em duas horas do prêmio e Donald Trump não twittou sobre a gente até agora. Estou ficando preocupado", disse ele, que pegou o celular e botou a imagem do perfil de Trump no Twitter no telão da premiação.

O diretor do melhor filme estrangeiro "O apartamento", o iraniano Asghar Farhadi, mandou uma carta. Nela, ele explicou que não foi ao Oscar em respeito à população do seu país e a outros imigrantes que não podem mais entrar nos Estados Unidos após o banimento a muçulmanos imposto por Trump.

Diretor mais novo, filme mais longo

Premiado como Melhor Diretor, Damien Chazelle se tornou o mais jovem a levar o prêmio, com 32 anos e um mês. "Quero agradecer Ryan e Emma por darem vida a este filme", disse Damien Chazelle. "Quero agradecer a minha família por sempre acreditarem em mim. E agradeço a Olivia. É um filme sobre amor e fico feliz por ter encontrado o amor fazendo este filme".

Outro recordista da noite foi "O.J.: Made in America". Com 7 horas e 47 minutos de duração, ele ganhou como Melhor Documentário. O filme superou "Guerra e Paz", longa russo que ganhou o Oscar de filme estrangeiro em 1969, com 7 horas e 7 minutos de duração.

Outra curiosidade deste ano foi que o "homem mais azarado do Oscar" finalmente ganhou. Após 20 indicações sem vitória, o engenheiro de som Kevin O'Connel foi premiado por seu trabalho em "Até o último homem".

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