Collor diz que duplicação da BR-101 vai beneficiar comércio e indústria de AL
Lotes 3 e 5 compreendem trechos entre as cidades de Rio Largo, São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela
O senador Fernando Collor de Mello (PTC) declarou, nesta quarta-feira (22), que a duplicação da BR-101 em Alagoas, entre as cidades de Rio Largo, São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela, totalizando 78,1 km de extensão, vai revitalizar e beneficiar o comércio, potencializando a capacidade industrial e os segmentos social e econômico da região. Na sede do ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, em Brasília, o senador participou, nesta manhã, da assinatura da ordem de serviço para reativação da obra. Também estiveram presentes o titular da pasta, Maurício Quintella (PR), o governador Renan Filho (PMDB) e membros da bancada federal.
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Desde 2013, quando presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Collor já lutava para que as obras da BR-101 fossem retomadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), superando todos os trâmites burocráticos que travavam o desenvolvimento da região. A duplicação foi suspensa após recomendações da Justiça e do Tribunal de Contas da União (TCU), em virtude de divergência sobre os valores de contratos, pendências relacionadas aos custos de brita e de areia, entre outras.
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"A BR 101 é estratégica para Alagoas, o Nordeste e o Brasil. É uma luta antiga que vem sendo travada para desatarmos o nó desta obra, que significa muito para toda a população brasileira. Tocar o empreendimento para frente é algo que deve ser acentuado, sobretudo num momento em que é fundamental criar todas as condições possíveis para favorecer a retomada do crescimento", ressaltou Fernando Collor durante a solenidade.
Já de acordo com o governador Renan Filho, a retomada das obras assegura uma nova realidade para os municípios da região, "sobretudo em um momento de crise econômica e de grandes desafios". "Esta conquista é fruto de um trabalho conjunto de governo estadual, bancada federal e ministro Maurício Quintella. A duplicação destes trechos vai possibilitar uma maior integração entre as cidades, favorecendo o turismo de que tanto precisamos, bem como a indústria. Vamos seguir enfrentando a crise de cabeça erguida", colocou Renan.


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Com a ordem de serviço, a empresa vencedora da licitação já poderá começar os trabalhos, suspensos desde 2012. Os canteiros de obras serão retomados em até 40 dias. No orçamento deste ano, está garantido o montante de R$ 270 milhões para a obra.
"A rodovia é de fundamental importância para Alagoas, e a duplicação vai dar mais conforto e segurança para quem transita pela região, além de aquecer a economia, fortalecendo o turismo e facilitando o transporte de cargas", destacou Maurício Quintella.
Duplicação
O lote 2 da obra em Alagoas já está concluído. O trecho vai de Novo Lino, divisa com Pernambuco, até Joaquim Gomes, totalizando 46,4 km. Apenas o segmento de 10 km que corta a área indígena Wassu Cocal aguarda liberação pela Fundação Nacional do Índio (Funai), a fim de que a duplicação seja iniciada.
O lote 3, que vai de Joaquim Gomes a Rio Largo, está em andamento. Os 45,9 km de extensão tiveram as obras intensificadas a partir de maio do ano passado. Da cidade de Teotonio Vilela à divisa com Sergipe, lotes 6 e 7, a rodovia já está com 74 km dos 78 km duplicados, mas ainda há trechos remanescentes a serem licitados este ano.
