GERAL
Justiça concede liberdade provisória a Milton Omena Neto, acusado de matar o avô
Jovem deixou a Casa de Custódia, no Jacintinho, no início da tarde, acompanhado de advogados
Atendendo ao pedido da defesa e à recomendação da promotora Lídia Malta, a juíza Adriana Feitosa, de Paripueira, concedeu a liberdade provisória a Milton Omena de Farias Neto, de 23 anos, que confessou ter matado o avô com uma facada em um condomínio de Paripueira, no Litoral Norte de Alagoas.
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De acordo com o advogado de defesa Leonardo Moraes, Milton Neto deixou a Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho, em Maceió, no início da tarde. Ele estava preso no local desde o dia 27 de janeiro, data em que ocorreu o crime.
Segundo Leonardo, a juíza acatou a tese de legítima defesa e, diante disso, ele vai responder ao processo em liberdade. Para deixar a Casa de Custódia, Milton Neto precisou entregar o passaporte. Também se comprometeu a comparecer mensalmente à justiça para informar e justificar suas atividades. Além disso, ele deverá estar em casa das 22h às 6h todos os dias, inclusive nos fins de semana e feriados.
De acordo com a Justiça, a concessão da liberdade provisória levou em conta o fato de o réu ser primário, possuir bons antecedentes e residência fixa, além de não ter fugido após o crime, chegando, inclusive, a solicitar ajuda para a vítima. "Ademais, não vislumbro comprometimento à ordem pública, econômica ou qualquer prejuízo à instrução processual ou à aplicação da lei penal, pelo próprio comportamento demonstrado pelo agente", afirmou a juíza Adriana Feitosa.
Ainda segundo a magistrada, não há indícios de que Milton Omena Farias Neto tenha procurado cooptar ou ameaçar testemunhas, destruir provas ou se furtar às consequências processuais. "Por toda a peculiaridade do caso, sua liberdade não implicará cometimento de novos delitos, de modo que não imputo necessária a aplicação de tão extrema medida", concluiu.
Entenda o caso
O delegado federal aposentado Milton Omena foi assassinado dentro de sua casa em um condomínio situado em Paripueira. Ele foi atingido por um golpe de faca após uma suposta discussão com o neto, que estava inconformado com a morte da mãe, a jornalista Márcia Rodrigues, ocorrida na mesma casa, em agosto de 2016.
Após atingir o avô com um golpe de faca, Milton Neto buscou ajuda e ainda tentou reanimá-lo, mas ele não reagiu e morreu no local.
Durante coletiva de imprensa concedida pela família, a ex-mulher do delegado federal, Maria do Carmo Rodrigues, afirmou que ele era uma pessoa violenta e que não aceitava dialogar. Também o acusou de ter matado a filha, Márcia Rodrigues, e saiu em defesa do neto.
