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Bolt perde ouro por doping de Carter, e Brasil deve herdar bronze no 4x100

Reanálise de amostra de exame do velocista revelou uso de metilhexaneamina

O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou nesta quarta-feira sanções a dois atletas flagrados em exames antidoping. O caso de maior impacto é o do velocista Nesta Carter, pois sua ação acarretou na desclassificação de toda a equipe jamaicana e na perda do ouro olímpico do revezamento 4x100m dos Jogos de Pequim 2008 - inclusive do mito Usain Bolt, dono de nove ouros olímpicos nas provas mais nobres do atletismo. Com a realocação do pódio, o quarteto brasileiro formado por Vicente Lenílson, Sandro Viana, Bruno Lins e José Carlos Moreira, o Codó, quarto colocado na ocasião, deve herdar o bronze.

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Carter foi um entre dezenas de atletas flagrados pelo COI nos últimos meses após reanálises de amostras de urina e sangue coletadas nos Jogos de Pequim e Londres. Na avaliação mais recente foi encontrada em um dos exames do velocista a substância proibida metilhexaneamina, um estimulante encontrado em alguns suplementos alimentares e descongestionantes nasais. Além de Bolt e Carter, estavam no time jamaicano Asafa Powell e Michael Fraser. Eles haviam cravado 37s10, novo recorde mundial da prova.

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Em comunicado publicado nesta quarta, a comissão disciplinar do COI anunciou, com efeito imediato, a desclassificação do atleta dos Jogos de Pequim e do time Jamaicano deste evento específico, indicando o Comitê Olímpico Jamaicano como responsável por assegurar o recolhimento das medalhas, dos pins comemorativos e do diploma entregues aos medalhistas na cerimônia de premiação no Ninho do Pássaro.

Com a eliminação da Jamaica, o ouro passa a ser de Trinidad e Tobago, que teve como medalhistas Keston Bledman, Marc Burns, Emmanuel Callender e Richard Thompson. O Japão sobe para o segundo lugar, enquanto o Brasil pula para terceiro.

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Em setembro do ano passado, a equipe feminina do Brasil no 4x100m também foi confirmada como medalhista pelo COI. O resultado da prova foi modificado pelo doping de uma das atletas da equipe russa, a mais veloz no evento. Assim, Rosemar Coelho Neto, Lucimar de Moura, Thaissa Presti e Rosângela tornaram-se medalhistas olímpicas.

Além da punição a Nesta Carter e ao time jamaicano, o COI também anunciou punição para a atleta Tatiana Lebedeva, hoje com 40 anos. Inscrita nos Jogos de Pequim no salto triplo e no salto em distância, ela foi medalhista de prata nas duas provas, estando ao lado da brasileira Maurren Maggi em um dos pódios. A russa tem ainda outras três medalhas olímpicas (ouro no salto em distância em 2004 e bronze no triplo em 2000 e 2004), mas a punição não é retroativa a estas conquistas.

O Comitê Olímpico da Rússia será responsável por devolver as duas medalhas, pins e diplomas ao COI. No salto em distância, a nigeriana Blessing Okagbare herda a prata, enquanto a jamaicana Chelsea Hammond ganha o bronze. No salto triplo,que já tinha tido o pódio modificado após a desclassificação da grega Hrysopiyi Devetzi por doping, agora tem a camaronesa Françoise Mbango Etone como campeã, a cazaque Olga Rypakova (originalmente 4ª colocada) com a prata e a cubana Yargelis Savigne (originalmente 5ª colocada) com o bronze.

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