Grupo de taxistas protesta contra Uber e pede liberação de lotações na capital
Movimento se concentrou no estacionamento de Jaraguá para cobrar medidas da SMTT
Um grupo de taxistas fez um ato, na manhã desta terça-feira (24), para cobrar uma solução acerca da permanência do aplicativo da Uber em Maceió. Eles cobram a regulamentação do serviço para que a concorrência seja "leal". Além disso, pedem que o táxi lotação seja liberado - e regulamentado - pela prefeitura. A manifestação reuniu cerca de 200 taxistas no estacionamento de Jaraguá.
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O ato não foi organizado pelo Sindicato dos Taxistas do Estado de Alagoas (Sintáxi/AL), mas por um grupo que se intitulou "União dos Taxistas". Eles ficaram no estacionamento aguardando adesão maior ao movimento e decidiriam novos rumos.
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Líder do grupo, o taxista Divanildo Ramos disse que aguarda uma resposta das autoridades quanto à situação da Uber. "Estamos aqui para chamar a atenção das autoridades. Nós pagamos impostos e queremos igualdade", comentou.
Segundo ele, o número de corridas caiu, em média, 60% desde a implantação do aplicativo na capital. "O movimento piorou e tem até taxista que virou Uber para ver se tem mais corrida. Queremos saber como vamos reverter essa situação", avalia.


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Ele disse que esse é o primeiro protesto organizado por esse grupo e apresentou alguns dos números de quanto os táxis pagam. De acordo com os cálculos deles, são 3.200 táxis na cidade. De taxas para a prefeitura, eles pagam, juntos, R$ 383.640 mil. Já para o Inmetro, são R$ 355.080 mil. De aferição do taxímetro, o valor anual juntando todos é R$ 155.880 mil. De INSS, cada um paga R$ 1.236 anuais.
"A gente paga isso tudo e eles não pagam nada. Uma corrida para o aeroporto é R$ 70 e eles cobram R$ 46. Quer dizer, isso é praticamente trabalhar de graça", afirma o Ailton de Lima.
A proposta mais nova apresentada pelo grupo é que a prefeitura libere o táxi lotação. "Nossa proposta é que os taxistas sejam liberados para fazer lotação, que é outra concorrência nossa. Vamos esperar mais taxistas para fazer uma assembleia e votar. Não sei quem vai ouvir a gente depois, mas queremos ser ouvidos", disse Divanildo.
Ele reclama do papel da SMTT na fiscalização. "São 3.200 táxis aqui. Como é que um aplicativo chega e coloca outros 1.200 carros sem nenhuma taxa? Cadê a prefeitura? Estamos a dois dias do vencimento da liminar em favor da Uber e não temos ninguém pela gente. Não sabemos quem entrou com essa liminar, como entrou. O correto seria a SMTT fazer algo logo no início", avalia o líder deste movimento.
